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Carne abatida clandestinamente chegou a restaurantes
2007-01-19
Qualfood

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) admitiu que carne proveniente de 11 locais de abate clandestino fiscalizados desde o fim-de-semana foi vendida em restaurantes, chegando ao consumidor sem qualquer controle de qualidade.

Segundo o porta-voz da ASAE, Manuel Lage, os animais eram abatidos nas próprias casas ou em barracões sem o "mínimo de condições e controlo sanitário" e a carne comprada por restaurantes e consumidores particulares "sem garantia de que esteja em condições de ser consumida".

A ASAE fez durante o fim-de-semana passado e quarta-feira quatro operações de fiscalização em várias zonas do país, como Arouca ou Tocha, com especial incidência na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Foram apreendidas cerca de duas dezenas de carcaças de gado bovino, suíno e caprino, bem como diversas peles e instrumentos de abate, e detidas seis pessoas.

De acordo com a mesma fonte, num dos locais fiscalizados, em Almada, as carcaças abatidas conviviam com cerca de 20 cães e os seus detritos.

Durante esta operação, a ASAE chegou mesmo a aperceber-se de que alguns compradores se encontravam no local para adquirir carne.

Manuel Lage disse que o abate clandestino é um fenómeno generalizado em Portugal, muitas vezes escudado na tradição rural de matar animais para consumo próprio e dos vizinhos.

Em 2006, a ASAE fez 50 acções de fiscalização ao abate clandestino de animais, tendo instaurado 42 processos-crime e feito 40 detenções.

O abate clandestino de animais é um crime punido com penas até três anos de cadeia, normalmente convertíveis em multa.



Fonte: AgroNotícias

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