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Abate de Frango Biológico
2005-01-06
Qualfood

Carlos Costa Neves, ministro da Agricultura assistiu ontem, em Asseiceira (Rio Maior), ao abate do "primeiro frango biológico português", no âmbito de uma visita que visou incentivar novas produções biológicas e valorizar estes produtos junto dos consumidores.

O ministro da Agricultura visitou uma exploração de frango produzido por métodos biológicos certificados e controlados, cuja primeira produção vai ser abatida quinta- feira, na Interaves, em Alenquer, para posteriormente ser comercializada.

De acordo com Costa Neves, a visita visou mostrar “bons exemplos” de organizações “fortes, organizadas e dotadas tecnicamente e que sabem que é essencial um esforço de promoção e comercialização”.

Afirmou ainda que "o segredo do sucesso da agricultura em Portugal tem a ver com a capacidade dos agricultores se organizarem e se associarem, independentemente da produção que façam".

O ministro da Agricultura explicou querer "desmistificar" a ideia de que os produtos de agricultura biológica são mais caros do que os da agricultura tradicional, com a excepção dos casos como os do frango, em que o tempo de crescimento até ao abate é três vezes superior ao do produzido em aviário.

Em termos de segurança alimentar, a produção biológica tem a mesma garantia que a tradicional, o que já não acontece em relação ao sabor, que é "mais rico" nos produtos biológicos, sublinhou Costa Neves.

Acrescentou que Portugal já tem produtos biológicos com "muita qualidade" e é o terceiro país da Europa com mais produtos qualificados, faltando apenas promovê-los e "acrescentar valor à qualificação".

Segundo o ministro, o objectivo geral em Portugal deve ser "produzir, o mais possível" do que se consome (a produção ronda apenas os 50%) e organizar cada vez mais a agricultura biológica, para reduzir custos e dar oferta a quem procura estes produtos.

"Se isso não se fizer, não vai deixar de se vender produtos biológicos em Portugal, não vão é ser portugueses", afirmou, sublinhando a necessidade de se "encontrarem cada vez mais respostas", não só porque há mercado, mas também porque é a agricultura que segura as pessoas no território.

A exploração de frangos biológicos que ontem visitou em Rio Maior pertence a uma engenheira zootécnica que decidiu dar continuidade à exploração da família, alterando os métodos de produção para o aproximar "o mais possível" ao tempo "dos avós".

Para além do espaço aberto em que os frangos são criados, a sua alimentação tem por base produtos de agricultura biológica, não sendo também adicionado qualquer tratamento à água, apostando-se na prevenção das doenças.

A exploração tem actualmente 1.500 animais e os frangos produzidos nesta exploração vão aparecer no mercado com uma rotulagem que o identifica claramente, não se confundindo com os frangos do campo.



Fonte: Lusa

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