10 de Outubro de 2026
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Primeira guia linear do mundo com certificação EHEDG para tecnologia alimentar higiénica
2026-10-09
Qualfood

A facilidade de limpeza de máquinas e sistemas é crucial na indústria alimentar, no entanto, as carruagens de muitas guias lineares são difíceis de desmontar.

De forma a reduzir os tempos de paragem, a igus desenvolveu a nova guia linear drylin W, com uma carruagem em polímero que pode ser removida para limpeza sem recurso a ferramentas. Este sistema é a primeira guia linear no mundo a obter a certificação European Hygienic Engineering and Design Group (EHEDG), recebendo a aprovação oficial para a tecnologia alimentar.

Praticamente todos os projetistas de soluções de automação para a indústria alimentar trabalham com guias lineares, as quais permitem, por exemplo, o movimento de estações de selagem em máquinas de embalamento por termoformagem, o posicionamento de cabeças de doseamento em sistemas de enchimento e o guiamento de unidades de corte em máquinas de fatiar pão.

Embora indispensáveis, as guias lineares representam um desafio em aplicações com requisitos de higiene rigorosos, dado que os lubrificantes, o desgaste e a sujidade podem acumular-se em ranhuras, superfícies de contacto e áreas de difícil acesso.

“Se for necessária uma limpeza completa, a desmontagem dos sistemas clássicos é, muitas vezes, complicada e estruturalmente limitada”, afirma Mira Loges, engenheira de desenvolvimento da gama drylin na igus.

A procura é, por isso, de guias lineares concebidas de acordo com os requisitos de higiene e que possam ser limpas rapidamente. “Lançámos uma solução com a nova guia linear drylin W, a primeira guia linear do mundo a receber a certificação do EHEDG.”

A EHEDG é uma organização internacional que estabelece normas para o projeto higiénico de equipamentos com o objetivo de aumentar a segurança alimentar. Um certificado EHEDG confirma que um componente é de limpeza fácil, completa e segura, o que representa uma vantagem importante para os operadores com as mais elevadas exigências de segurança dos processos e dos produtos. A certificação confirma que o modelo do sistema de guia linear drylin W contribui para reduzir o risco de contaminação e de avarias no equipamento.

Desmontagem rápida e fácil para tempos de paragem mais curtos

As guias lineares dificultam, frequentemente, a limpeza de máquinas e sistemas na indústria alimentar. “As guias clássicas de recirculação de esferas, por exemplo, têm muitas vezes de ser desmontadas com ferramentas e retiradas pela extremidade da guia com cuidado”, afirma Mira Loges.

“Isto resulta em trabalhos de manutenção e tempos de paragem desnecessários, motivo de queixa de alguns utilizadores." A igus projetou, por isso, a nova guia linear de forma a poder ser desmontada sem ferramentas. O sistema consiste em dois veios em aço inoxidável e numa carruagem deslizante em polímero, na qual os utilizadores podem aparafusar as suas estruturas." Em caso de limpeza completa do sistema, a carruagem pode simplesmente ser retirada da guia e limpa separadamente. A guia pode ser limpa no próprio local sem que seja necessário desmontá-la”, explica Mira Loges.

O modelo higiénico isento de lubrificação reduz o risco de contaminação

Muitas guias de recirculação de esferas convencionais funcionam com lubrificantes aos quais poeiras, resíduos de desgaste e partículas de sujidade podem aderir. Isto pode criar uma mistura abrasiva que prejudica a facilidade de movimento e representa um potencial risco de contaminação.

A igus projetou, por isso, a nova guia linear, rigorosamente de acordo com as normas da EHEDG. Os veios redondos com acabamentos eletropolidos têm uma rugosidade superficial inferior a 0,8 micrómetros, o que facilita uma limpeza eficaz, uma vez que os germes e os resíduos de produtos dificilmente aderem à superfície lisa.

“Seguimos rigorosamente as normas da EHEDG durante o desenvolvimento. Um dos desafios foi a transição dos veios para os suportes de veio ou conectores de guia. Mas mesmo aqui conseguimos cumprir as diretrizes. As guias são fresadas de modo a que sejam mantidos raios mínimos de três milímetros em toda a superfície”, explica Mira Loges. Um vedante do pavimento em silicone certificado pela FDA garante também que nenhuma sujidade ou microrganismos se possam acumular entre a guia e a superfície.

Outra característica notável é a carruagem fabricada em polímero azul de elevado desempenho iglidur A160. É isenta de PTFE e testada quanto a PFAS, e os lubrificantes sólidos microscópicos integrados garantem um funcionamento a seco excecionalmente higiénico e isento de lubrificação. “Também nos certificamos de que o material apresenta uma baixa absorção de humidade. Isto significa que a carruagem mantém a sua forma e funcionalidade mesmo após muitos ciclos de limpeza intensivos.”

Fonte: iAlimentar

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