A ciclosporíase, uma infeção intestinal causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis, ultrapassou oficialmente a marca dos 20.000 casos confirmados desde o início do surto, segundo dados atualizados das autoridades de saúde dos Estados Unidos da América.
O número representa um aumento significativo face às semanas anteriores e indica que o surto entrou numa nova fase de transmissão, mais complexa e difícil de controlar.
As autoridades destacam que, nesta etapa, o padrão de disseminação se tornou mais imprevisível.
Inicialmente concentrados em clusters associados ao consumo de produtos frescos contaminados, os casos agora surgem em cadeias de transmissão mais difusas, sugerindo múltiplas fontes de exposição.
Especialistas alertam que a evolução do surto exige reforço das medidas de vigilância, incluindo rastreabilidade alimentar, inspeções sanitárias e campanhas de sensibilização dirigidas a consumidores e operadores do setor agroalimentar.
Hospitais e centros de saúde também reportam maior procura por atendimento, sobretudo por pacientes com sintomas persistentes como diarreia prolongada, fadiga e perda de peso.
Apesar da gravidade da situação, as autoridades reiteram que a ciclosporíase não é transmitida de pessoa para pessoa, o que mantém o foco na segurança alimentar como principal eixo de contenção.
Investigações laboratoriais continuam em curso para identificar os alimentos implicados na nova fase do surto.
Com o número de casos em ascensão, espera‑se que novas orientações sejam emitidas nos próximos dias, incluindo recomendações específicas para grupos vulneráveis e operadores económicos.
Fonte: Qualfood