O Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações (RASFF) registou, a 25 de setembro de 2026, a notificação 2026.8541, classificada como alerta potencialmente sério, relativa à presença de alergénio crustáceo não declarado em conservas de sardinhas em azeite. A ocorrência tem origem em Portugal e foi comunicada pelas autoridades francesas.
Natureza do risco
A notificação enquadra-se na categoria “Fish and fish products” e descreve a presença de crustáceos não declarados no rótulo. Informações complementares divulgadas por plataformas de segurança alimentar francesas indicam que o incidente decorre da descoberta de uma pinça de caranguejo no interior de uma lata de sardinhas, constituindo uma contaminação cruzada por matéria-prima de crustáceos.
A ausência de declaração do alergénio no rótulo representa um risco direto para consumidores com alergia ou intolerância a crustáceos, podendo desencadear reações adversas graves, incluindo choque anafilático em casos extremos.
Produto e identificação
Embora o RASFF não detalhe a marca na ficha oficial, fontes de segurança alimentar francesas identificam o produto como:
Sardinhas em azeite virgem extra, 135 g
GTIN: 3245412542831
Lote: P L26/2194
DDM: 30/06/2031
Classificação e medidas
Tipo de notificação: Notificação alerta
Classificação: Potencialmente séria
Motivo: presença de alergénio não declarado (crustáceo)
Ação recomendada: retirada voluntária do mercado e aviso aos consumidores
As autoridades recomendam que pessoas alérgicas a crustáceos não consumam o produto, devendo ser devolvido ao ponto de venda ou eliminado. Para consumidores não alérgicos, não foi identificado risco adicional.
Implicações tecnológicas e de controlo
Este alerta evidencia falhas críticas em três áreas técnicas:
Segregação de matérias-primas durante o processamento de pescado;
Controlo de contaminação cruzada em linhas de produção com múltiplas espécies;
Verificação de rotulagem, especialmente na declaração de alergéneos obrigatórios segundo o Regulamento (UE) n.º 1169/2011.
A ocorrência reforça a necessidade de:
Programas HACCP robustos com PCC dedicados à gestão de alergénios;
Auditorias internas frequentes ao fluxo de produção;
Implementação de testes de verificação pós-limpeza (zaragatoas específicas para alergénios).
Fonte: Qualfood