A taxa de inflação homóloga da zona euro aumentou para 2,9% em julho de 2026, face aos 2,8% registados em junho, segundo os dados divulgados pelo Eurostat. Há um ano, a inflação situava-se nos 2,0%.
Na União Europeia (UE), a taxa de inflação anual também acelerou, passando de 2,9% em junho para 3,0% em julho. Em julho de 2025, a inflação na UE era de 2,4%.
Em Portugal, a taxa de inflação anual medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) situou-se em 3,1% em julho. A evolução coloca Portugal ligeiramente acima das médias europeias, com uma diferença de 0,2 pontos percentuais face à zona euro e de 0,1 pontos percentuais em relação à UE.
Na zona euro, os serviços continuaram a ser o principal motor da inflação em julho, contribuindo com 1,55 pontos percentuais para a taxa anual de 2,9%. A inflação nos serviços situou-se em 3,3%.
A energia apresentou uma taxa de inflação de 10,3%, contribuindo com 0,94 pontos percentuais para a inflação global. Já os bens industriais não energéticos e a alimentação, álcool e tabaco contribuíram, cada um, com 0,23 pontos percentuais, registando taxas de inflação de 0,9% e 1,2%, respetivamente.
Excluindo a energia, a inflação ficou em 2,2%, enquanto a medida que exclui energia, alimentação, álcool e tabaco se situou nos 2,5%.
A evolução dos preços continua a apresentar diferenças expressivas entre os países da União Europeia.
As taxas mais baixas foram registadas na Suécia (0,3%), na Chéquia (1,3%) e na Dinamarca e Hungria (1,6%).
No extremo oposto, a Roménia registou a inflação mais elevada, com 8,2%, seguida da Lituânia (5,4%) e de Chipre e Bulgária (4,4%).
Face a junho, a inflação anual diminuiu em 15 Estados-Membros, manteve-se estável em três e aumentou em nove.
Fonte: Grande Consumo