A União Europeia emitiu um alerta através do Sistema de Alerta Rápido para Géneros Alimentícios e Alimentos para Animais (RASFF) após a deteção de níveis elevados de toxinas DSP — nomeadamente ácido ocadaico e dinofisistoxinas — em coquilhas (Donax trunculus) capturadas em Portugal. Estas toxinas, produzidas por microalgas e acumuladas em bivalves filtradores, estão associadas a intoxicações gastrointestinais quando consumidas acima dos limites regulamentares.
Segundo o enquadramento do RASFF, sempre que um Estado‑Membro identifica um risco grave e direto para a saúde humana, a informação é imediatamente comunicada à Comissão Europeia, que a distribui aos restantes países para permitir ações rápidas e coordenadas.
No caso das coquilhas portuguesas, a notificação enquadra‑se na categoria de alerta, utilizada quando o produto já se encontra no mercado e exige medidas urgentes — como recolha, suspensão de comercialização ou reforço de controlo analítico.
As toxinas DSP (Diarrhetic Shellfish Poisoning) incluem o ácido ocadaico e as dinofisistoxinas, compostos que podem provocar sintomas como náuseas, vómitos, dores abdominais e diarreia poucas horas após o consumo. Embora raramente causem complicações graves, representam um risco significativo para consumidores vulneráveis e exigem vigilância apertada por parte das autoridades.
A Direção‑Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), ponto de contacto nacional do RASFF, está a acompanhar a situação e a coordenar ações com operadores e entidades regionais para garantir que os produtos contaminados não chegam ao consumidor.
Este episódio reforça a importância do sistema europeu de alerta rápido, que permite detetar, comunicar e agir rapidamente.
Fonte: Qualfood