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Entrevista | É preciso aumentar a consciencialização das famílias sobre o desperdício que geram nas suas casas
2026-11-03
Qualfood

O desperdício alimentar não se combate apenas com campanhas de sensibilização. É esta uma das conclusões do projeto europeu COMBINE, que acompanhou durante mais de um ano os alimentos desperdiçados na escola Aprendizes, em Cascais, e nas casas das famílias dos alunos.

Coordenado em Portugal pelas professoras Iva Pires e Sónia Nobre, da Universidade NOVA de Lisboa, o projeto testou diferentes medidas para perceber como a informação e as ações práticas podem alterar comportamentos.

Nas famílias participantes, o desperdício alimentar diminuiu 33% após a intervenção, passando de uma média de 89,8 para 40,2 gramas por refeição. Na cantina, porém, as iniciativas aumentaram a predisposição dos alunos para desperdiçarem menos, mas não se traduziram numa redução efetiva dos alimentos deixados no prato.

Em entrevista à Green Savers, Iva Pires sublinha que a prevenção exige respostas adaptadas às causas do desperdício em cada contexto.

Em casa, as medidas testadas ajudaram as famílias a planear melhor as compras e as refeições, ajustar as porções, conservar os alimentos e aproveitar as sobras.

Na escola, a sensibilização não foi suficiente para alterar os resultados, mostrando a importância de adequar as doses servidas e criar condições que facilitem escolhas diferentes.

A investigadora defende, por isso, uma abordagem que envolva escolas, famílias e entidades públicas, com medidas concretas e continuadas. Mais do que alertar para o problema, é necessário criar condições para que desperdiçar menos passe a fazer parte das rotinas quotidianas.

O projeto COMBINE parte da ideia de que o desperdício alimentar deve ser combatido nos vários contextos em que comemos. Porque é que decidiram estudar a relação entre o que acontece à mesa na escola e os hábitos das famílias em casa?

O objetivo do projeto é contribuir para a redução do desperdício alimentar dos consumidores, combinando diferentes tipos de ações em diversos locais da vida quotidiana, concretamente nas escolas, nos locais de trabalho e nas casas das famílias. Era importante conjugar ações em vários locais porque, segundo alguns estudos, isso fomenta a criação de hábitos e de comportamentos mais coerentes e consistentes com vista à redução do desperdício alimentar. Além disso, dados provenientes da União Europeia, incluindo Portugal, mostram que a maior parte do desperdício alimentar acontece no final da cadeia alimentar, em resultado do comportamento dos consumidores, quer quando consomem em casa ou fora de casa. Segundo dados do INE, estima-se que em Portugal, em 2024, se desperdiçaram 1,8 milhões de toneladas de alimentos e 65,1% deste desperdício ocorreu nas famílias, o que corresponde a cerca de 1,2 milhões de toneladas de alimentos. Por conseguinte, a intervenção junto das famílias é muito pertinente.

Embora se tenha verificado uma muito ligeira redução do desperdício por habitante em Portugal entre 2022 e 2023, este voltou a aumentar em 2024.

Durante mais de um ano, acompanharam o desperdício alimentar na escola Aprendizes e nas casas das famílias dos alunos. O que revelaram as pesagens iniciais e quais eram os principais alimentos desperdiçados?

Na primeira fase do projeto foi feito o diagnóstico do desperdício alimentar na cantina da Aprendizes, a escola parceira do projeto em Portugal, através da quantificação do desperdício gerado pelos alunos da primária, preparatória e secundária, durante 10 dias. Este processo foi realizado com sucesso graças ao apoio e à colaboração inestimáveis da equipa da cozinha, especialmente na reorganização do serviço, na contagem dos alunos servidos em cada dia, na pesagem do desperdício alimentar, na disponibilização dos menus e na resolução de várias questões logísticas.

A pesagem inicial revelou que a média de desperdício gerado pelos alunos foi de 14,97 kg, oscilando entre um mínimo de 9,67 kg (no 8º dia) e um máximo de 28,51 kg (no 9º dia). A média do desperdício em gramas por refeição foi de 38,3 g/refeição. Globalmente, os alunos mais velhos (preparatória e secundária) desperdiçaram mais comida do que os mais novos (primária). A boa notícia foi que a maioria dos alunos da Aprendizes deixou no prato um volume de desperdício baixo ou nulo (70,8%), sendo que os restantes 29,2% deixaram no prato um volume de desperdício médio ou elevado. Os alimentos desperdiçados variaram consoante o menu, mas o maior volume total de desperdício ocorreu no dia de um menu temático no qual os alimentos tinham um sabor mais intenso do que o habitual. As principais causas reportadas pelos alunos para o desperdício gerado foram a insatisfação com a comida servida na cantina e colocarem demasiada comida no prato.

Ao nível das famílias, a primeira fase do projeto englobou a pesagem do desperdício alimentar em casa durante uma semana. Às famílias foi oferecido um kit que incluía uma balança, dois pequenos contentores para os resíduos alimentares e instruções para a contabilização e registo do desperdício. A mediação dos contactos com as famílias e o apoio do secretariado da Aprendizes na entrega dos materiais necessários para a pesagem do desperdício alimentar em casa foram fundamentais para a concretização desta etapa do projeto.

A pesagem inicial revelou que a média de desperdício gerado pelas famílias foi de 4,2 kg, oscilando entre 1,7 kg e 10,1 kg. A média do desperdício das famílias em gramas por refeição foi de 89,8 g/refeição.

Os alimentos desperdiçados variaram consoante as famílias mas destacaram-se os restos não comestíveis inerentes à preparação das refeições (ex.: cascas de legumes), os alimentos perecíveis (frutas e legumes) e os restos dos pratos.

Que soluções foram testadas ao longo do projeto e quais tiveram resultados mais significativos? Há alguma mudança que tenha surpreendido pela sua eficácia?

As ações implementadas basearam-se nos resultados obtidos no diagnóstico e focaram-se nas principais causas de desperdício alimentar identificadas.

Na Aprendizes estas ações incluíram: workshops para os alunos onde foram apresentados e discutidos os resultados da quantificação do desperdício na cantina; apoio da equipa da cozinha para os alunos se servirem de porções corretas de comida; produção de cartazes sobre desperdício alimentar e porções corretas de comida afixados na cantina; ação pontual com oferta de recompensa (sobremesa) caso houvesse redução do desperdício alimentar na cantina numa segunda fase de quantificação comparativamente com o valor obtido no diagnóstico inicial; criação de um vídeo sobre este tema, por parte dos alunos, com vista a informar e a contribuir de um modo criativo e apelativo para a redução do desperdício alimentar dos colegas; e uma sessão interna sobre a comida servida na cantina.

A ação com a oferta de sobremesa foi a que mais entusiasmou e motivou os alunos para reduzirem o desperdício alimentar e os posters terão gerado um maior impacto nos alunos envolvidos na sua criação. Globalmente, as ações implementadas na Aprendizes aumentaram a predisposição dos alunos para reduzirem o desperdício alimentar.

Contudo, não houve uma redução do desperdício alimentar na escola, o que poderá dever-se a vários fatores, designadamente: os alunos, em particular os mais velhos, continuaram a servir-se de porções exageradas de comida; e o menu da cantina não mudou substancialmente.

As famílias receberam quatro newsletters sobre vários tópicos relacionados com o desperdício alimentar e participaram num workshop com dicas e demonstrações de receitas com reaproveitamento de sobras e aproveitamento integral dos alimentos. Este workshop teve lugar na Aprendizes e foi delineado e organizado em conjunto com vários profissionais da escola, destacando-se a chefe da equipa da cozinha e a nutricionista, que desempenharam um papel crucial para o sucesso desta iniciativa. O workshop foi especialmente valorizado pela sua componente prática e interativa. Houve uma redução de 33% no desperdício alimentar das famílias, traduzindo-se numa média de 40,2 g/refeição após a intervenção.

Um dos objetivos era perceber se aquilo que as crianças aprendem ou mudam na escola se reflete nos comportamentos das famílias. Os resultados permitem concluir que essa influência existe? Que mudanças concretas observaram em casa?

Este projeto procurou estimular e reforçar a ligação entre a escola e as famílias ao nível da alimentação e do desperdício alimentar, designadamente através da sua metodologia e do workshop para as famílias que decorreu na Aprendizes. Os resultados nacionais e dos restantes países sublinham a importância do envolvimento dos vários elementos da família, incluindo as crianças, na consciencialização sobre o desperdício alimentar e na adoção de medidas para a sua redução. Os dados sugerem que uma abordagem centrada na família promove o envolvimento, a reflexão e a responsabilidade partilhada para reduzir o desperdício alimentar.

Em Portugal, 65% do desperdício alimentar ocorre nas famílias, segundo dados do INE de 2024. Que comportamentos ou rotinas domésticas continuam a contribuir mais para este problema e o que pode ajudar a alterá-los?

Segundo os resultados deste projeto, as principais causas de desperdício alimentar nas famílias englobam o desperdício gerado durante a preparação das refeições (não comestível), alimentos esquecidos que se estragam, dúvidas sobre se determinados alimentos podem ser consumidos com segurança, sobras que não são usadas, comprar e cozinhar comida a mais, e colocar demasiada comida no prato.

É preciso aumentar a consciencialização das famílias sobre o desperdício que geram nas suas casas e estimular a reflexão coletiva sobre o que significa, em termos ambientais, económicos e éticos deitar alimentos para o lixo. Além disso, é preciso fomentar o conhecimento, a motivação e a capacidade das famílias para adotarem medidas que contribuem para a redução do desperdício alimentar ao nível das compras, planeamento e confeção das refeições, porções servidas nos pratos, aproveitamento das sobras e armazenamento da comida. O envolvimento de toda a família e a responsabilidade partilhada na redução do desperdício alimentar devem ser promovidos. É importante fornecer dicas simples, exequíveis e passíveis de se manterem ao longo do tempo. As abordagens práticas e interativas, por exemplo com demonstrações de receitas usando sobras, parecem ser mais apelativas para as famílias e mais eficazes na redução do desperdício alimentar.

Até que ponto as crianças podem influenciar as decisões dos adultos, desde o planeamento das refeições e as compras até à conservação dos alimentos e ao aproveitamento das sobras? O projeto encontrou exemplos concretos dessa influência? 

Globalmente, as famílias participantes neste projeto preocupavam-se com o desperdício alimentar, já tinham alguns hábitos que contribuíam para a sua redução e transmitiam-nos em casa aos seus filhos. A participação neste projeto aumentou a sua consciencialização sobre este problema e contribuiu para a adoção de mais medidas para reduzir o desperdício alimentar. Os resultados deste projeto sublinham a importância da educação para a redução do desperdício alimentar em casa e do envolvimento dos filhos nas tarefas relacionadas com a alimentação, por exemplo no planeamento das compras, já que a maior parte dos estudos apontam que planear as compras é uma boa prática para reduzir o desperdício alimentar, e na discussão das porções adequadas de comida de que se servem.

Para além da sensibilização, que importância tiveram as medidas práticas testadas no projeto? O que nos dizem os resultados sobre a diferença entre saber que desperdiçamos alimentos e conseguir mudar efetivamente os nossos hábitos?

Na escola, a sensibilização dos alunos e a disposição para reduzirem o desperdício alimentar não se traduziu numa redução efetiva do desperdício, sendo porventura necessário fazer algumas alterações no menu e criar um ambiente mais propício e facilitador para se servirem de porções adequadas de comida.

Nas famílias, a sensibilização para este problema foi acompanhada pela adoção de medidas concretas para reduzir o desperdício alimentar, nomeadamente ao nível das compras e planeamento das refeições (ex.: comprar menos alimentos perecíveis de cada vez), confeção e consumo de refeições (ex: cozinhar e servir porções mais adequadas), armazenamento da comida (ex.: verificar o frigorífico com mais regularidade) e aproveitamento das sobras (ex.: fazer receitas com sobras inspiradas no workshop). Para serem eficientes, estas medidas devem ser realistas, exequíveis, simples, adaptadas a cada contexto familiar e, idealmente, aceites e adotadas por todos os elementos do agregado familiar, de modo a serem mais facilmente incorporadas nas rotinas das famílias.

Que dificuldades encontraram na implementação das medidas, tanto na escola como junto das famílias? Houve diferenças na forma como os participantes aderiram às soluções propostas?

A parceria com a Aprendizes foi crucial para a concretização do projeto, salientando-se a disponibilidade, o empenho, o interesse e a facilitação deste processo por parte da escola, resultando numa colaboração extremamente profícua, gratificante e enriquecedora. A escola contribuiu ativamente para a concretização de todas as etapas do projeto, designadamente ao nível da partilha de ideias, disponibilização de recursos, realização de várias atividades, e mobilização e envolvimento direto de profissionais de várias áreas, incluindo a direção, coordenação de ciclo, docência, equipa da cozinha, nutricionista, comunicação e marketing, e secretariado. Contudo, houve desafios no agendamento e na implementação de algumas ações, o que se deveu à multiplicidade e sobreposição de atividades na escola.

As famílias participantes mostraram-se recetivas, empenhadas e disponíveis para colaborar, mas foi desafiante manter a sua colaboração ao longo do projeto. Além disso, algumas famílias consideraram a pesagem do desperdício alimentar uma sobrecarga em termos de trabalho e de tempo.

Os resultados obtidos permitem perceber se as mudanças de comportamento se mantêm ao longo do tempo ou será necessário um acompanhamento mais prolongado para avaliar a sua durabilidade?

Nas entrevistas de follow-up realizadas com as famílias (3-4 meses após a implementação das ações), todas manifestaram a sua intenção de manter as medidas adotadas, ao longo do tempo, com vista à redução do desperdício alimentar. Algumas famílias afirmaram que estas medidas serão duradouras porque já se naturalizaram e consolidaram nas dinâmicas familiares. Já no caso da escola, as iniciativas implementadas contribuiram para uma melhor perceção do desperdício alimentar, mas isso não se traduziu na redução do seu volume.

O COMBINE envolve parceiros de quatro países europeus. Que conclusões retiram da experiência portuguesa e que aspetos poderão ser aplicados noutros contextos, tendo em conta as diferenças nos hábitos alimentares e na organização das escolas e das famílias?

Nas escolas parceiras, tal como em Portugal, as principais causas de desperdício alimentar foram a insatisfação dos alunos com a comida servida na cantina e porções demasiado grandes de comida. Ao contrário de Portugal, nas escolas parceiras os alunos são servidos pelos funcionários e isso permitiu um maior controlo na adequação das porções servidas, o que teve um impacto direto nas pesagens e contribuiu para a redução do desperdício alimentar nessas escolas. Nos casos em que os alunos se servem (como na Aprendizes), é preciso reforçar mecanismos que promovam e facilitem que os alunos se sirvam de porções adequadas.

Os resultados das famílias dos países parceiros são similares. Contudo, em Portugal existe uma maior preponderância de desperdício alimentar (não comestível) gerado na preparação das refeições, indicando que todas as famílias participantes no contexto português habitualmente cozinham em casa. O workshop para as famílias forneceu dicas e demonstrações sobre o aproveitamento destes tipos de restos e poderá ser replicado em contextos semelhantes.

O que seria necessário para replicar esta abordagem noutras escolas portuguesas? Que papel deverão ter as escolas, as famílias, os municípios e as entidades responsáveis pelas políticas públicas na redução do desperdício alimentar?

É preciso delinear com antecedência um plano de ação realista e exequível que se ajuste aos calendários e às dinâmicas escolares. A abertura e o empenho das escolas para colaborarem com este tipo de projetos é fundamental. Muitas vezes existe o interesse, mas agendas sobrecarregadas dos docentes não facilitam a implementação de mais um projeto. A comunicação deve ser clara e próxima, idealmente com um interlocutor preferencial. A concretização deste projeto na Aprendizes deveu-se, em grande medida, ao empenho e à colaboração incansáveis e inestimáveis da diretora pedagógica da escola. É também de salientar o papel desempenhado pela reitora na prossecução do projeto, tendo demonstrado um grande interesse e abertura para a sua concretização e uma presença atenta e construtiva nas ações realizadas. A realização das ações dependeu do tempo, colaboração, empenho, criatividade e mestria de vários profissionais da escola, designadamente de coordenadores de ciclo, docentes, equipa da cozinha e equipa da comunicação e marketing.

É preciso contactar antecipadamente as famílias, manter uma comunicação regular e próxima para assegurar a sua continuidade no projeto, facilitar e simplificar as ações que devem desempenhar, propor iniciativas apelativas e adaptadas aos contextos familiares, fornecer indicações claras e concisas (por exemplo para a pesagem do desperdício alimentar em casa), bem como material de apoio adequado, e estar disponível para o esclarecimento de dúvidas ou questões que possam surgir.

A redução do desperdício alimentar exige uma responsabilidade partilhada entre escolas, famílias e entidades públicas. Mais do que sensibilizar os cidadãos, é necessário criar condições para prevenir o desperdício ao longo de todo o sistema alimentar.

As escolas podem promover hábitos alimentares sustentáveis, monitorizar o desperdício nas cantinas, ajustar as doses e envolver os alunos na sensibilização para o tema do desperdício alimentar e as suas implicações ambientais, económicas e éticas. As famílias podem contribuir através do planeamento das compras e refeições, da conservação adequada dos alimentos e do aproveitamento das sobras, embora estas práticas sejam muitas vezes condicionadas pelo rendimento, pelo tempo disponível e pela oferta alimentar. As entidades responsáveis pelas políticas públicas devem definir objetivos, apoiar a investigação e financiar medidas de prevenção, promovendo a cooperação entre os diferentes intervenientes da cadeia alimentar. É essencial atuar sobre as causas do desperdício, privilegiando a sua prevenção em vez de centrar a resposta apenas na gestão dos resíduos.

Depois dos resultados agora apresentados, qual é a principal conclusão que gostariam de deixar: o que podemos começar a fazer de forma diferente, na escola e em casa, para desperdiçar menos alimentos?

Os resultados deste projeto sugerem que o desperdício alimentar pode ser reduzido através de intervenções bem concebidas, complementares, em diferentes contextos. A evidência sugere que as ações são mais eficazes quando facilitam a redução do desperdício alimentar no momento da tomada de decisão, abordam as causas do desperdício alimentar em cada contexto e envolvem ativamente os participantes ao longo do processo.

Nas escolas, é necessário conjugar estratégias: aumentar o conhecimento e a consciencialização dos alunos sobre o desperdício alimentar; adotar medidas dirigidas às causas do desperdício alimentar; criar um ambiente propício à redução do desperdício alimentar na cantina; manter as iniciativas ao longo do tempo; adequar as intervenções às faixas etárias dos alunos; e envolver diretamente os alunos neste processo.

Nas famílias, as intervenções que promoveram a redução do desperdício alimentar adequaram-se aos contextos e dinâmicas familiares e envolveram a consciencialização sobre este problema e o desenvolvimento e consolidação de competências para o fazer. As intervenções práticas e interativas foram as mais valorizadas pelas famílias e o envolvimento de todo o agregado familiar contribuiu para a reflexão e a partilha de responsabilidade na redução do desperdício alimentar.

Fonte: GreenSavers

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