Um biosensor que detecta instantaneamente concentrações muito reduzidas de Salmonella typhi, a bactéria que causa a febre tifóide, foi desenvolvido por um grupo de investigadores da Universidad Rovira i Virgili (URV), em Espanha.
O novo método de detecção baseia-se no uso de nanotubos de carbono e de fragmentos de DNA sintético que se ligam à Salmonella typhi activando posteriormente um sinal eléctrico.
O biossensor detecta concentrações extremamente baixas, é de fácil manuseamento e permite a obtenção de resultados no momento em que é realizada a análise.
Se a bactéria não se encontra presente na amostra em análise, os fragmentos de DNA permanecem nas paredes dos nanotubos de carbono, mas se a bactéria for detectada, estes são activados e ligam-se à bactéria.
Após a ligação os nanotubos de carbono geram um sinal eléctrico que é detectado por um simples potenciómetro ligado ao biossensor.
A presença da bactéria provoca uma modificação na interacção entre os fragmentos e os nanotubos e, em apenas alguns segundos, ocorre um aumento da tensão sobre o eléctrodo.
O novo biosensor permite anular o tempo de espera entre a análise e a obtenção de resultados, o que torna este método mais vantajoso que os métodos tradicionais, uma vez que com os métodos tradicionais são necessários, no mínimo, dois dias para a obtenção de resultados.
Este estudo está integrado num projecto de investigação internacional que tem como principal objectivo desenvolver métodos rápidos para detecção de todos os microrganismos patogénicos.
O novo biosensor permite detectar uma única célula de Salmonella typhi em cinco mililitros de amostra e permite também quantificar até 1.000 células por mililitro.
Fonte: Science Daily