Entrou em vigor, na Austrália, uma nova legislação que obriga a que a farinha utilizada na produção de pão contenha ácido fólico.
Com esta medida, a administração australiana espera reduzir em 14% os casos de recém-nascidos com espinha bífida - malformação congénita do sistema nervoso, caracterizada pela presença de uma abertura na coluna para o exterior, devido ao canal vertebral (tubo neural) não fechar na totalidade.
Até ao momento, a cada ano, nascem na Austrália entre 300 a 350 crianças com esta doença.
Ao longo dos últimos 10 anos, foi permitida a adição voluntária de ácido fólico a pão, sumos, cereais de pequeno-almoço e extractos de leveduras.
Também foram realizadas campanhas de consciencialização das futuras mães para que iniciassem o consumo de ácido fólico um mês antes da gestação e durante três meses após a mesma. Contudo, estas medidas não permitiram alcançar o nível mínimo aconselhável de 400 mg/dia de ácido fólico.
O problema existente na Austrália está patente na maioria dos países, isto porque, a maioria das gestações não são planeadas e o ácido fólico só começa a ser receitado pelos médicos aproximadamente dois meses após o início da gravidez.
Fonte: Agrodigital