A primeira lei geral sobre o bem-estar animal surgiu no Reino Unido, em 1822, segundo revela um estudo da veterinária Charli Ludtke, da WSPA, sobre a história do bem-estar animal.
Registos de corporações de ofício exigiam, desde 1588, que os animais estivessem alimentados, hidratados, descansados e recebessem um golpe na cabeça a fim de serem insensibilizados antes de serem sangrados.
Charli Ludtke refere que a ênfase, no período, era dada à prevenção da crueldade. Eram contratados inspectores para identificar abusos, recolher evidências e reportá-las às autoridades.
No final da Segunda Guerra (1939-1945), foram atenuadas, em todo o mundo, as leis de protecção aos animais. O objectivo era garantir a regularização no fornecimento de alimentos, após o período de escassez.
Em 1964, um livro escrito pela britânica Ruth Harrison (1920-2000), "Animal Machines" ("Máquinas Animais"), expôs a crueldade da criação intensiva no país.
O livro tornou-se “best-seller” e inspirou a Convenção Europeia para Protecção Animal, a mesma que exige, hoje em dia, o bem-estar animal.
Fonte: AviSite