Uma sopa pode ser uma refeição de excelência, mas a quantidade de sal utilizado na mesma deve ser reduzido, aconselha a presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas, Alexandra Bento.
De acordo com a nutricionista, os grandes erros nos hábitos dos portugueses persistem.
Portugal está na lista dos países que consomem mais sal, a par do baixo consumo e frutas e legumes, mantendo-se elevado o de gordura.
Alexandra Bento afirma que os portugueses comem pouco mais de uma peça de fruta por dia, quando o ideal seria três a cinco.
Quanto ao sal, a Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda o consumo de menos de cinco gramas por dia. No entanto, os dados demonstram que os portugueses consomem mais do dobro.
Na realidade, a obesidade está em crescimento, o que comprova que os bons hábito de vida não existem, em termos de actividade física e alimentação, salienta a especialista, acrescentado que o problema se reflecte também nas doenças cardiovasculares.
O excesso de peso afecta um terço da população portuguesa, popularizando-se a venda de sopas e saladas em grandes recintos de restauração, o que é visto como positivo pelos nutricionistas, mas com alertas, porque “importa que seja de facto uma sopa de legumes e que tenha pouco sal”.
A sopa deve ser confeccionada obrigatoriamente com hortaliças e legumes, um pouco de batata, feijão, grão ou ervilhas, pouco sal e um fio de azeite.
A especialista defende que a sopa habitualmente usada como início de refeição, com as doses certas de nutrientes pode consistir um económico e excelente prato, destacando a relação custo-benefício.
Fonte: Confagri