Foi avaliada a aplicação de tratamentos de micro-oxigenação, nas distintas fazes de elaboração do vinho tinto, numa investigação realizada na Universidade Pública de Navarra (UPNA), em Espanha.
Este estudo permitiu concluir que a micro-oxigenação produz efeitos significativos na composição de antocianinas, pigmentos pertencentes ao grupo dos bioflavonóides responsáveis pela cor final de alguns vinhos tinto.
A oxidação controlada dos vinhos tintos pode aplicar-se em diferentes fazes da vida do vinho.
A investigadora responsável por este estudo aplicou técnicas de micro-oxidação em vários vinhos, e avaliou o efeito a curto e a longo prazo deste tratamento.
A consequência mais evidente da micro-oxidação é um claro aumento do processo de transformação/polimerização das antocianinas livres, permitindo a obtenção de vinhos com uma coloração mais estável e, por vezes, mais intensa, efeito que foi mais imediato e duradouro quando o oxigénio foi aplicado antes da fermentação maloláctica - consiste na transformação do ácido málico em ácido láctico por acção bactérias lácticas adicionadas ao vinho.
Em linhas gerais, a incidência da micro-oxidação sobre as características dos vinhos foi menor do que o previsto. Nenhum dos tratamentos aplicados provocou qualquer tipo de efeitos sobre a composição volátil e sensorial. Os efeitos mais notáveis surgiram na composição de antocianinas e na cor final dos vinhos.
Finalmente, o uso combinado da técnica de micro-oxigenação com produtos de carvalho, na fermentação maloláctica, permitiu a obtenção de vinhos com cor e composição de antocianinas intermediária.
Fonte: UPNA