A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) está em alerta após a confirmação da incidência da Peste Suína Africana (PSA) na Rússia. Segundo a entidade, a China também pode vir a ser atingida pela doença.
Na semana passada as autoridades russas confirmaram que a doença avançou dois mil quilómetros para o sul da Rússia, até São Petersburgo.
Apesar da PSA não ser transmitida aos seres humanos, ela pode espalhar-se rapidamente por outras regiões, incluindo países da União Europeia.
Para a FAO, a pior das hipóteses seria a chega da doença à Ásia central e principalmente à China, que tem a maior população de suínos do mundo.
Segundo Juan Lubroth, director de veterinária da FAO, apesar de se saber que o vírus tem circulado na região do Cáucaso há vários anos, a doença acabou por se espalhar pelo sul da Rússia e a sua aparição repentina perto da costa do Báltico é alarmante.
Juan Lubroth afirma que o vírus se está a espalhar, podendo ser transmitido para outros locais através do transporte de suínos infectados ou produtos de origem suína contaminados.
As repúblicas bálticas, como a Ucrânia, Bielorrússia, Moldávia, Roménia e Bulgária estão directamente ameaçadas.
Embora a população muçulmana não consuma carne suína, o Irão, a Turquia e a Ásia central podem ser pontos de trânsito para o vírus.
Os sinais clínicos da PSA são semelhantes aos da Peste Suína Clássica (PSC), porém, as duas doenças podem ser diferenciadas em laboratórios de diagnóstico especializados.
Devido a este foco, a FAO está a auxiliar os países na vigilância e implementação de um sistema para detecção antecipada do vírus.
Fonte: Suinocultura Industrial