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Peste suína pode atingir a China
2009-10-27
Qualfood

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) está em alerta após a confirmação da incidência da Peste Suína Africana (PSA) na Rússia. Segundo a entidade, a China também pode vir a ser atingida pela doença.

Na semana passada as autoridades russas confirmaram que a doença avançou dois mil quilómetros para o sul da Rússia, até São Petersburgo.

Apesar da PSA não ser transmitida aos seres humanos, ela pode espalhar-se rapidamente por outras regiões, incluindo países da União Europeia.

Para a FAO, a pior das hipóteses seria a chega da doença à Ásia central e principalmente à China, que tem a maior população de suínos do mundo.

Segundo Juan Lubroth, director de veterinária da FAO, apesar de se saber que o vírus tem circulado na região do Cáucaso há vários anos, a doença acabou por se espalhar pelo sul da Rússia e a sua aparição repentina perto da costa do Báltico é alarmante.

Juan Lubroth afirma que o vírus se está a espalhar, podendo ser transmitido para outros locais através do transporte de suínos infectados ou produtos de origem suína contaminados.

As repúblicas bálticas, como a Ucrânia, Bielorrússia, Moldávia, Roménia e Bulgária estão directamente ameaçadas.

Embora a população muçulmana não consuma carne suína, o Irão, a Turquia e a Ásia central podem ser pontos de trânsito para o vírus.

Os sinais clínicos da PSA são semelhantes aos da Peste Suína Clássica (PSC), porém, as duas doenças podem ser diferenciadas em laboratórios de diagnóstico especializados.

Devido a este foco, a FAO está a auxiliar os países na vigilância e implementação de um sistema para detecção antecipada do vírus.

Fonte: Suinocultura Industrial

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