Os produtos biológicos, consumidos crus ou cozinhados a vapor, ajudam a prevenir e curar doenças, segundo um especialista em alimentação biológica e nutriterapia.
Jean-Claude Rodet, co-fundador da Associação Internacional de Nutriterapeutas e da Associação Portuguesa de Agricultura Biológica (AGROBIO), explicou que a nutriterapia é uma terapia feita através da escolha dos alimentos, que, ao ter em conta as características específicas de cada alimento, pode prevenir, ou até curar, várias doenças.
De acordo com este especialista, o estudo dos alimentos e das suas características é já muito antigo e nasce com Paracelso, um médico que desenvolveu o conceito de terapia através dos alimentos, da sua forma e da cor.
Segundo Rodet, a beterraba vermelha, pela sua cor, faz lembrar o sangue e, na realidade, este alimento ajuda quando existe uma situação de anemia. Rodet acrescenta ainda que o feijão tem a forma de um rim e hoje sabemos, através de investigações científicas, que o feijão pode curar várias doenças do rim.
O especialista em nutriterapia não tem dúvidas de que a maioria das doenças pode ser curada através dos alimentos, embora existam situações em que já é tarde demais para qualquer tratamento, mas isso também acontece com os medicamentos farmacêuticos.
Para levar uma alimentação saudável e saber usar os alimentos na prevenção de doenças, é preciso, no entanto, saber identificar as fraquezas do organismo e depois fortalecê-lo através de alimentos naturais, biológicos, na maioria crus, e depois escolher alimentos específicos para cada doença.
Para além da importância da escolha dos alimentos, Rodet explicou que é preciso depois saber prepará-los, ter cuidado com o processo de cozedura e com a sua conservação.
Para este especialista, não há dúvidas de que a cozedura a vapor é a forma mais saudável de preparar os alimentos, uma vez que permite preserva as suas propriedades.
Jean-Claude Rodet não exclui o consumo de carnes vermelhas, porque faz parte da diversidade dos alimentos. Contudo, defende que deve ser ingerida em pequenas quantidades, no máximo uma vez por semana, porque é acidificante e provoca um desequilíbrio do organismo, que pode causar doenças generativas.
No que diz respeito ao peixe, Rodet aconselha o seu consumo cru, com sumo de limão por cima, senão cozido ao vapor, no forno ou estufado.
Apesar de referir estas regras gerais, o especialista defende um tipo de dieta em que são levadas em conta as características físicas específicas de cada pessoa e o seu estilo de vida, pois cada um tem necessidades alimentares próprias.
Jean-Claude Rodet afirma que esta é uma tendência alimentar que veio para ficar e que se está perante “uma viragem ecológica que não é uma moda, mas uma tendência de futuro”.
Fonte: Diário Digital