Um novo método de detecção de enterotoxina A, toxina produzida pela bactéria Staphylococcus aureus, foi recentemente desenvolvido pelo investigador Reuven Rasooly, com o apoio do Serviço de Investigação Agrária (ARS), dos Estados Unidos da América (EUA).
A enterotoxina A é uma das principais causas de intoxicações alimentares em todo o mundo.
O novo método permite detectar níveis de enterotoxina A muito inferiores aos níveis detectados pelo método actualmente em voga.
Testes realizados pelos investigadores do ARS em frangos, leite e outros produtos alimentares, revelam que o novo método permite diferenciar entre toxinas viáveis e não-viáveis, o que é muito benéfico, uma vez que apenas as toxinas viáveis apresentam capacidade para despoletar intoxicações alimentares.
Para além de causar náuseas, vómitos, diarreia, entre outros sintomas, a enterotoxina A também funciona como superantigénios, activando um elevado número de células do sistema imunitário.
O novo método tem como base a proliferação de células T, células do sistema imunitário produzidas no timo.
Este novo método poderá ajudar os profissionais da área da saúde a confirmar a origem dos surtos de intoxicação alimentar, nos quais se suspeita de enterotoxina A, e também os profissionais da indústria alimentar a garantir a segurança dos seus produtos.
A descrição deste novo método foi recentemente publicada na revista FEMS Immunology and Medical Microbiology.
Fonte: USDA