Novas vacinas, desenvolvidas por investigadores do Serviço de Investigação Agrária (ARS), dos Estados Unidos da América (EUA), podem ajudar a controlar a proliferação de Escherichia coli O157:H7 em vitelos.
Prevenir a proliferação da bactéria E. coli O157:H7, nas explorações de gado bovino, ajuda a minimizar a subsequente contaminação da carne bovina e a carga microbiana das secreções produzidas pelos animais.
A E. coli O157:H7 presente nas secreções dos animais pode atingir os lençóis freáticos, através das descargas da exploração, contaminando assim a água e tudo que posteriormente entrar em contacto com a mesma, o que, consequentemente, aumenta o leque de possíveis focos de intoxicações alimentares.
Uma das novas vacinas contém células de uma estirpe de E. coli O157:H7, à qual foi retirado um gene denominado hha. A outra vacina contém uma estirpe de E. coli, à qual foram retirados dois genes, o hha e o sepB.
Quando as vacinas são administradas ao animal, é produzida uma grande quantidade de proteínas, que estimulam a resposta imunitária, prevenindo assim a proliferação da E. coli O157:H7.
Em estudos prévios, os investigadores imunizaram vitelos, com três meses de idade, com uma das novas vacinas. Seis meses após a vacinação, os vitelos foram inoculados com E. coli O157:H7 e nos dezoito dias subsequente, as secreções dos animais foram analisadas em laboratório, de forma a despistar a contaminação com a bactéria.
Segundo um dos investigadores, os vitelos vacinados apresentaram quantidades muito reduzidas do microrganismo patogénico.
Parte das descobertas sobre o gene hha foram previamente publicadas na revista FEMS Microbiology Letters.
Fonte: USDA