Ao início da tarde, observa-se uma deterioração da capacidade de executar convenientemente tarefas que exigem maior atenção.
Se optarmos por um almoço substancial, o prejuízo é ainda mais acentuado, principalmente com enormes porções de alimentos ricos em gordura e hidratos de carbono, que induzem sonolência e mais lapsos de atenção. Porém, a solução não é um generoso bife acompanhado por hortícolas.
O bife contém proteínas em excesso, o que pode levar a um estado depressivo, pelo decréscimo da serotonina no cérebro, e também, a uma maior dificuldade em lidar com situações de “stress”, particularmente nos mais vulneráveis.
As refeições devem ser ligeiras, com uma fonte de hidratos de carbono (arroz, massa, batata ou leguminosas), acompanhada por uma moderada fonte proteica (carne magra ou peixe), ornamentada com hortaliças e concluída por uma peça de fruta.
O peixe gordo (atum fresco, sardinha, cavala e salmão) merece destaque, pois o seu consumo, por se tratar de uma fonte de ácidos gordos ómega-3, está associado a inúmeros benefícios.
Para controlar o apetite, deve comer uma peça de fruta de baixo IG (maçã, por exemplo) uma hora antes do almoço e uma sopa no início da refeição. Um café após a refeição permite-lhe contrariar a sonolência e não ver degradada a performance durante a tarde.
Nas merendas da manhã e tarde deve incluir barras de cereais, bolachas integrais, pão integral, fruta, néctares, iogurte, leite fermentado adicionado de fitósterois (se tiver colesterol elevado) ou de peptídeos inibidores da enzima conversora da angiotensina (se for hipertenso).
A instituição do pequeno-almoço em grupo no local de trabalho e a distribuição gratuita de "estimuladores intelectuais", como café, água, pastilhas-elásticas, pão integral e fruta, aumenta a produtividade e a concentração dos colaboradores.
De uma forma geral, há que manter uma alimentação saudável e equilibrada, para garantir um bom dia de trabalho, com maior produtividade e menores níveis de “stress”.
Fonte: Médicos de Portugal