A gastronomia tradicional tem exercido uma grande influência, não só sobre o tipo de alimentos que têm sido consumidos, ao longo dos anos nas diferentes culturas e regiões, como na forma como estes são confeccionados. Revela-nos um relatório da British Nutrition Foundation (FBN), relativo à cozinha tradicional europeia.
Este trabalho é parte integrada do projecto EUROFIR - European Network of Food Information Resource, cujo objectivo é desenvolver um espaço de informação sobre alimentos. Os dados recolhidos pela FBN fornecerão uma visão geral dos alimentos consumidos em toda a Europa.
Segundo os investigadores os métodos de confecção tendem a ser relacionados com a cultura de um país ou região, sendo transmitidos de geração em geração e tornando-se em aspectos relevantes da identidade cultural.
A coordenadora do grupo de trabalho sobre gastronomia tradicional do EUROFIR, Dra. Helena Soares Costa, do Instituto Nacional de Saúde de Portugal, revela que parte da gastronomia tradicional pode desaparecer devido às alterações nos estilos de vida. Por conseguinte, tornou-se fundamental estudar e documentar a cozinha tradicional para preservar elementos importantes da cultura europeia.
Um dos grupos de trabalho do EUROFIR dedicou-se a compilar informação sobre pratos tradicionais de distintos países europeus.
O relatório da FBN inclui pratos tradicionais de treze países europeus, incluindo Portugal, e informações sobre a história dos mesmos.
A gastronomia tradicional recorre normalmente a produtos locais, o que produz inúmeros benefícios a nível ambiental. Porém, não é necessariamente mais saudável que a gastronomia moderna, uma vez que a sua influência na saúde depende da sua composição nutricional, que varia de região para região.
Uma gastronomia que inclui uma grande quantidade de alimentos ricos em amido, frutas e vegetais e quantidades moderadas de peixe e carne, como a dieta mediterrânea, é mais saudável do que outras com abundância de carne e gordura e escassas quantidades de frutas e legumes.
O relatório da FBN além de descrever as receitas típicas dos vários países da UE, também contém informações sobre as proteínas, calorias, gorduras, hidratos de carbono, açúcar e fibras correspondentes aos vários pratos. Esta informação permite entender, em que medida as refeições que confeccionamos suprem as nossas necessidades nutricionais.
Fonte: Cordis