As crianças cujas mães ingeriram ácido fólico no final da gravidez, correm um risco acrescido de desenvolver asma, afirma um estudo da University of Adelaide, na Austrália.
A equipa de investigadores avaliou a taxa de asma em mais de 400 crianças cujas mães tinham sido acompanhadas durante a gravidez. Porém, o estudo não colocou em causa o uso do suplemento no início da gravidez, dado que está cientificamente comprovado que ele reduz o risco de malformações congénitas.
De todas as crianças em estudo, aproximadamente 12% desenvolveram asma aos três anos e a mesma percentagem apresentou a doença aos cinco anos.
Os investigadores aferiram que as crianças cujas mães ingeriram ácido fólico no final da gravidez (a partir da 30.ª semana) eram quatro vezes mais propensos a apresentarem asma aos três anos do que as crianças cujas mães não tomaram ácido fólico nesta fase da gravidez.
Estas crianças revelaram-se igualmente mais propensas a apresentarem sintomas de asma persistente entre os três e os cinco anos de idade.
Por seu turno, os investigadores não encontraram uma relação entre o consumo de folato, forma natural do ácido fólico presente em vários alimentos, como a laranja e os brócolos, e um maior risco asma nas crianças.
Embora exista a possibilidade de uma relação entre o consumo de ácido fólico e a asma na criança, os investigadores desconhecem a causa desta relação nos humanos. Contudo, estudos realizados em animais sugeriram que o folato pode alterar a actividade dos genes reguladores do sistema imunitário no tecido pulmonar, tornando-o mais susceptível a reacções alérgicas.
Os resultados do estudo realizado na University of Adelaide foram recentemente publicados no American Journal of Epidemiology.
Fonte: Saúde na Internet