Amêijoa contaminada está a ser apanhada em alguns locais do rio Tejo e vendida directamente aos consumidores, através de circuitos clandestinos.
Esta contaminação tem como origem descargas de metais pesados e outras substâncias provenientes de esgotos.
Entre os exemplares de bivalves capturados nas zonas poluídas dos concelhos do Barreiro, Almada, Seixal, Montijo e Alcochete encontra-se a amêijoa japónica.
Esta espécie exótica, oriunda de Itália, foi implantada no rio Tejo por desconhecidos e a sua comercialização não é permitida.
Esta actividade ilegal muito grave e complexa de resolver já constituir prioridade de fiscalização para a Direcção-Geral de Pesca e Aquicultura, que, segundo os mais recentes dados disponíveis, tem a decorrer 28 processos de contra-ordenação por venda ilegal de bivalves.
A fiscalização no rio Tejo é feita pela Polícia Marítima e GNR. Porém, a partir do momento em que a amêijoa sai do barco, a fiscalização é da competência da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).
A ASAE garante estar atenta a estes casos, tendo já realizado várias operações direccionadas à comercialização ilegal da amêijoa.
Fonte: DN Portugal