Produtos inovadores à base de ingredientes lácteos podem ser alternativas viáveis aos produtos à base de petróleo, na produção de embalagens alimentares.
A referência a estes produtos inovadores foi feita por um investigador do Eastern Regional Research Center de Wyndmoor na Pensilvânia, num capítulo do livro “Dairy-derived ingredients: Food and nutraceutical uses”, recentemente publicado pelo Woodhead Publishing de Londres.
Neste centro, vários investigadores dedicam-se, neste momento, ao desenvolvimento de películas fortes e biodegradáveis à base de leite.
As inovadoras películas têm demonstrado maior resistência à passagem de oxigénio do que as películas à base de petróleo.
Actualmente, a maioria das embalagens alimentares são constituídas por múltiplas camadas de películas finas e contínuas de polímeros sintéticos. Porém, os consumidores e produtores de géneros alimentícios demonstram, cada vez mais, elevada preocupação com os resíduos gerados durante a produção destas embalagens.
O novo livro salienta a possível produção de películas à base de proteínas lácticas, dando especial relevo à caseína e às proteínas do soro.
Este livro revela ainda algumas investigações realizadas com o objectivo de melhorar as propriedades das proteínas, para que estas possam ser utilizadas em diversas aplicações futuras.
Como ingrediente láctico, a caseína apresenta elevada capacidade de adesão a diferentes substratos. Contudo, embora a caseína seja uma óptima barreira contra o oxigénio, o dióxido de carbono e os aromas, não apresenta impermeabilidade à humidade.
Várias investigações realizadas até ao momento, tentam conferir às proteínas lácticas resistência à água, de forma a torna-las matérias-primas viáveis para a produção de novas embalagens mais amigas do ambiente.
Fonte: Dairy Reporter