Em breve, poderá ser reconhecida a qualidade do azeite transformado com mais uma Denominação de Origem Protegida (DOP), que completará a certificação de qualidade de toda a área de uma das produções regionais que mais dinheiro movimenta.
O processo de certificação da produção de azeite da zona do Douro com a marca DOP, atribuída pela União Europeia, está a ser preparado pela Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro.
O caderno de encargos ficará pronto ainda este ano e depois dependerá apenas da decisão da União Europeia.
O DOP-Douro completará a certificação da área da reprodução de azeite transmontano que já foi distinguida com o DOP- Trás-os-Montes, que abrange apenas parte da região.
As duas regiões de qualidade representarão 88 embaladores com mais de 30 azeites DOP, o que representa um passo muito importante na valorização desta produção, que movimento 27 milhões de euros por ano.
O azeite é a produção com maior peso na economia transmontana, a seguir ao vinho, e a sua qualidade tem sido reconhecida e distinguida além fronteiras com prémios internacionais e alguns azeites colocados entre os melhores do mundo.
Trás-os-Montes tem mais de 36 mil olivicultores com 80 mil hectares de olival que produzem uma média anual de 90 milhões de quilos de azeitona.
As quebras dos últimos anos, causadas por algumas intempéries, não têm afectado a qualidade nem a disponibilidade do azeite para os mercados da certificação, garante o presidente desta associação. No entanto, os olivicultores queixam-se de falta de apoios para minimizarem prejuízos nos olivais e para a valorização do seu produto.
O presidente defende, também, a importância de o Governo diferenciar a produção de qualidade da de granel e a definição de uma orientação nacional estratégica para os azeites de qualidade.
Um quarto do azeite transmontano é exportado para Espanha, outro quarto embalado e vendido no mercado nacional e metade é escoado a granel, segundo dados da associação.
Fonte: Lusa