Uma dieta pobre em hidratos de carbono ajuda as pessoas a perder tanto peso como uma dieta com baixo teor de gordura conjugada com o orlistato, fármaco para a perda de peso.
A referida dieta poderá também ajudar a reduzir a pressão arterial, de acordo com estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”.
Para este estudo, os investigadores da "Duke University Medical Center", nos EUA, contaram com a participação de 146 indivíduos com excesso de peso ou obesos, os quais foram aleatoriamente submetidos à dieta pobre em hidratos de carbono ou à dieta com baixo teor de gordura conjugada com o orlistato.
Em média, os participantes tinham cerca de 52 anos e um índice de massa corporal de 39 (acima dos 30 é considerado obesidade).
A dieta pobre em hidratos de carbono iniciou com a ingestão de 20 g de hidratos de carbono por dia. Por outro lado, o grupo ao qual estava a ser administrado o orlistato recebia 120 mg deste fármaco três vezes ao dia e menos de 30% das suas calorias provenientes de gordura.
Quarenta e oito semanas depois, o estudo revelou que os participantes submetidos à dieta pobre em hidratos de carbono perderam cerca de 9,5% do seu peso enquanto os participantes do outro grupo perderem 8,5%.
Os resultados permitiram também constatar que, os níveis do colesterol HDL (“bom colesterol") e dos triglicerídeos melhoraram em ambos os grupos.
No entanto, os níveis do colesterol LDL (“mau” colesterol), só diminuíram no grupo ao qual estava a ser administrado o orlistato.
No que diz respeito aos níveis de insulina e aos marcadores da glicose, estes melhoraram apenas no grupo submetido à dieta pobre em hidratos de carbono.
Esta dieta também contribuiu para uma diminuição mais significativa da pressão arterial do que a dieta de baixo teor de gordura conjugada com o orlistato. A pressão arterial sistólica diminui 5,9 mmHg na dieta pobre em hidratos de carbono e 1,5 mmHg no grupo que estava a tomar o orlistato. Reduções semelhantes foram observadas para a pressão arterial diastólica.
Têm sido realizados vários estudos, com o objectivo de determinar a melhor forma de emagrecer dado que a obesidade pode contribuir significativamente para o desenvolvimento de muitas doenças, incluindo doenças cardíacas, diabetes e muitos tipos de cancro.
Para a directora do “Wellness for Life Program at The Brooklyn Hospital Center”, em Nova Iorque, a perda de 5% a 10% de peso pode ter efeitos muito positivos na pressão arterial, colesterol e controlo da glicose.
Fonte: SPCNA