Uma proteína antimicrobiana, aplicada durante o processamento da carne crua, está a ser desenvolvida e poderá reduzir significativamente a presença de Escherichia coli neste género alimentício.
Duas indústrias americanas uniram esforços para comercializarem uma proteína baseada em tecnologia antimicrobiana, que poderá ser utilizada como alvo contra bactérias patogénicas específicas.
Apesar de esta tecnologia poder vir a ser aplicada a várias bactérias patogénicas existentes em alimentos, seu mercado de alvo inicial será a Escherichia coli na carne vermelha para o sector de processamento.
O objectivo é desenvolver um produto que possa ser aplicado directamente na superfície da carne crua, como um revestimento fino durante o processamento.
A proteína antimicrobiana quando aplicado no produto, elimina a Escherichia coli O157: H7 durante o processamento, e não tem nenhum efeito no produto final. A proteína antimicrobina une-se especificamente a Escherichia coli O157: H7 e elimina-a por perfuração da sua parede celular.
A empresa de Minnesota afirmou que estaria a testar o produto em carcaças e nos quartos inteiros da carne, particularmente naqueles que seriam usados para bifes e para carne mecanicamente processada.
A proteína antimicrobiana será avaliada em bifes e em futuros processos para encontrar as melhores aplicações. Na carne inteira o músculo não apresentava o seu estado original ou intacto, refere a empresa.
Os testes iniciais tinham mostrado que o produto era capaz de reduções significativamente maiores na Escherichia coli 0157: H7 do que o produto o produto químico utilizados actualmente como higienizante, como o ácido láctico e o cloro.
Os clientes destas empresas estão à procura de tecnologias, que lhe ofereçam garantias de uma produção e preparação de alimento seguro, referiu o porta-voz destas empresas.
Fonte: FoodQuality news