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Calorias que vêm nos rótulos nem sempre são reais
2010-02-19
Qualfood

Nos Estados Unidos, um estudo publicado este mês na revista "Journal of The American Dietetic Association", a maior organização de nutricionistas do mundo, revelou que as refeições baixas em calorias servidas nos restaurantes e os congelados “light” comprados nos supermercados poderão conter mais calorias do que as indicadas nos rótulos.

Um grupo de investigadores da Universidade de Tufts, Massachusetts, EUA, analisou 29 refeições com menos de 500 calorias servidas em cadeias de “fast food” e em restaurantes tradicionais da área de Boston - mas com distribuição em todo o território dos Estados Unidos.

As conclusões foram que, estas refeições tinham, em média, mais 18% das calorias anunciadas.

Já as dez refeições congeladas baixas em calorias continham mais 8% de calorias do que as indicadas no rótulo.

A presidente da Associação Portuguesa de Dietistas, alertou que "Todos os produtos industrializados e que implicam manipulação humana" podem ser sujeitos "a erros" nos rótulos.

E reforçou que, "mesmo os produtos naturais e frescos têm alterações nutricionais devido à forma como são produzidos. Questões como a fertilização dos terrenos ou o controlo de qualidade condicionam o valor nutricional".

Já os autores da investigação alertam para o facto de que, uma pessoa que necessite de duas mil calorias por dia, ao aumentá-las em 5% poderá engordar 4,5 kg em apenas um ano. No entanto, referem que deverão ser realizados mais estudos para perceber se estamos perante um problema de carácter nacional (dos EUA).

A relevância deste estudo, serve sobretudo para perceber de que modo as empresas que produzem estes produtos alimentares chegam aos valores nutricionais publicados.

Este trabalho técnico deve ser desenvolvido por dietistas que nem sempre estão presentes nas equipas técnicas destas empresas.

Esta é a realidade em Portugal e nos Estados Unidos refere a presidente da Associação Portuguesa de Dietistas. Alertando que nos dois países, o controlo não é sistemático, mas sim esporádico, e que nos restaurantes, a produção não é em massa, logo, e é muito difícil fazer o controlo.

Especialistas em nutrição portugueses defendem a realização de um estudo semelhante em Portugal.

Referem também, que estão habituados a confiar nos rótulos dos alimentos devido à fiscalização (europeia), no entanto defendem que deveria haver uma instituição credível a elaborar um estudo idêntico para tranquilizar a população.

Em Portugal, "as pessoas desconfiam dos rótulos", acrescenta uma especialista em obesidade e comportamento alimentar. Um professor de Composição Nutricional de Alimentos da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto conclui afirmando que, os resultados apresentados suportam o fortalecimento da política de rotulagem nutricional dos alimentos.

A presidente da Associação Nacional de Nutricionistas concorda e lembra que a rotulagem nutricional não é obrigatória e deveria ser mais explicativa. Como exemplo aponta que as embalagens trazem geralmente informação nutricional para quantidades de 100 gramas/mililitros, o que não corresponde à quantidade do produto. "Se a informação fosse fornecida por dose, tudo seria mais claro, pois o consumidor não seria obrigado a fazer contas."

Fonte: ionline

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