A adição de extracto de alecrim à carne picada reduz o risco de formação de agentes cancerígenos durante a confecção, revela um estudo liderado por Kanithaporn Puangsombat e J. Scott Smith, da Kansas State University, nos Estados Unidos da América (EUA).
As aminas heterocíclicas são compostos químicos cancerígenos, que se formam durante a confecção das carnes e dos peixes a altas temperaturas, em especial nas carnes grelhadas, fritas ou assadas.
Quanto maior for o tempo de exposição do produto a altas temperaturas, maior é a quantidade de aminas que se formam no mesmo.
Este estudo permitiu comparar cinco extractos de alecrim com diferentes concentrações de água e etanol em hambúrgueres.
Os extractos de alecrim apresentavam concentrações de etanol que variavam entre 10 e 40%.
Os investigadores acreditam que a actividade antioxidante dos extractos de alecrim se deve principalmente à presença de compostos fenólicos, tais como o ácido carnósico e o carnosol e o ácido rosmarínico e o rosmanol.
Os diversos extractos de alecrim (ácido rosmarínico, ácido carnósico e o carnosol) foram adicionados directamente à carne moída dos hambúrgueres, os quais foram confeccionados a duas temperaturas diferentes: 200 ºC durante 5 minutos de cada lado e 190 ºC durante 6 minutos de cada lado.
Segundo revelam os resultados do estudo, nos hambúrgueres cozinhados a 200 ºC durante 5 minutos de cada lado, o extracto de alecrim com concentrações mais baixas de etanol foi mais eficaz a inibir a formação das aminas heterocíclicas.
As informações mais relevantes concernentes a este estudo foram recentemente publicadas no Journal of Food Science.
Fonte: Alert