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Alecrim reduz agentes cancerígenos na carne
2010-02-22
Qualfood

A adição de extracto de alecrim à carne picada reduz o risco de formação de agentes cancerígenos durante a confecção, revela um estudo liderado por Kanithaporn Puangsombat e J. Scott Smith, da Kansas State University, nos Estados Unidos da América (EUA).

As aminas heterocíclicas são compostos químicos cancerígenos, que se formam durante a confecção das carnes e dos peixes a altas temperaturas, em especial nas carnes grelhadas, fritas ou assadas.

Quanto maior for o tempo de exposição do produto a altas temperaturas, maior é a quantidade de aminas que se formam no mesmo.

Este estudo permitiu comparar cinco extractos de alecrim com diferentes concentrações de água e etanol em hambúrgueres.

Os extractos de alecrim apresentavam concentrações de etanol que variavam entre 10 e 40%.

Os investigadores acreditam que a actividade antioxidante dos extractos de alecrim se deve principalmente à presença de compostos fenólicos, tais como o ácido carnósico e o carnosol e o ácido rosmarínico e o rosmanol.

Os diversos extractos de alecrim (ácido rosmarínico, ácido carnósico e o carnosol) foram adicionados directamente à carne moída dos hambúrgueres, os quais foram confeccionados a duas temperaturas diferentes: 200 ºC durante 5 minutos de cada lado e 190 ºC durante 6 minutos de cada lado.

Segundo revelam os resultados do estudo, nos hambúrgueres cozinhados a 200 ºC durante 5 minutos de cada lado, o extracto de alecrim com concentrações mais baixas de etanol foi mais eficaz a inibir a formação das aminas heterocíclicas.

As informações mais relevantes concernentes a este estudo foram recentemente publicadas no Journal of Food Science.

Fonte: Alert

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