Estudo realizado pelo "Columbia University Medical Center", de Nova Iorque, revela que a dieta mediterrânea, que inclui azeite, cereais integrais, peixe e fruta, poderá proteger os idosos de danos cerebrais relacionados com problemas cognitivos.
Publicações de estudos anteriores já associavam esta dieta a um menor risco de desenvolvimento de depressão, cancro, doenças cardiovasculares e morte prematura.
Para este estudo, que irá ser apresentado no congresso anual da "American Academy of Neurology", os investigadores contaram com a participação de 712 homens e mulheres com uma média de 80 anos. Nenhum dos participantes tinha história de acidente vascular cerebral (AVC) e todos foram submetidos a uma ressonância magnética para a detecção de enfarte cerebral, um tipo de AVC, também chamado “AVC isquémico”, no qual há morte dos tecidos cerebrais por redução ou falta de fluxo sanguíneo.
O estudo revelou que existia pelo menos uma área do cérebro danificada em 238 dos participantes. Como resultado da avaliação do nível de adesão dos participantes à dieta durante os seis anos anteriores à realização da ressonância magnética, os investigadores constataram que os participantes que seguiam uma dieta mais saudável, do tipo mediterrânea, tinham menos enfartes cerebrais e AVC.
A ocorrência de danos cerebrais, de acordo com os resultados verificados, era influenciada pela forma como os participantes tinham aderido à dieta. Assim, em comparação com os participantes que tinham uma baixa adesão à dieta, aqueles cuja adesão tinha sido moderada apresentavam um risco 21% menor de sofrer danos cerebrais. Por outro lado, o risco dos que tinham aderido mais à dieta era 36% menor.
Em estudos anteriores, já tinham demonstrado que a adopção de uma dieta mediterrânea poderia ajudar a diminuir o risco de desenvolvimento de Alzheimer e a prolongar a vida daqueles que sofriam da doença.
Esta nova descoberta, para estes investigadores, poderá ajudar a explicar a associação à Alzheimer.
Assim, aqueles que têm uma dieta mais saudável têm um menor número de enfartes cerebrais associados com o declínio cognitivo.
Fonte: SPCNA