Cozer o camarão, durante 10 minutos, poderá reduzir o químico responsável pelas reacções alérgicas ao marisco, de acordo com uma nova pesquisa.
O estudo, intitulado "Effects of Boiling on the IgE-Binding Properties of Tropomyosin of Shrimp (Litopenaeus vannamei)" e publicado no “Journal of Food Science”, revelou que a cozedura pode reduzir os níveis do alergéneo tropomiosina (TM).
A alergia ao marisco é a causa principal de alergia alimentar nos adultos dos E.U., estimando-se que afecta 1 em 50 adultos da população.
O estudo revela que o camarão é frequentemente consumido depois de alguns grau de cozimento, sendo a fervura um desses métodos.
O conhecimento dos efeitos causados pelo processamento nas propriedades do alergéneo do camarão é crítico, especialmente para indivíduos alérgicos ao camarão, refere o autor deste estudo.
A espécie Litopenaeus vannamei foi seleccionada por ser a mais produzida em todo o mundo, com um consumo anual de cerca de 900.000 toneladas.
O objectivo do estudo era comparar a estabilidade dos extractos da TM em camarão cru e cozido e informar como o processamento térmico poderia afectar a sua alergenicidade. Isto foi calculado medindo os níveis da imunoglobulina E (IgE).
De acordo com os resultados do estudo, os extractos da TM, obtidos a partir de camarão cozido, apresentam menores níveis de IgE do que os extractos de TM, obtidos a partir de camarão cru.
Assim, os resultados sugerem que o processamento térmico poderá ser um meio eficaz para a redução significativa da alerginicidade do camarão.
Fonte: Food Quality News