Os serviços veterinários dos países do norte de África detectaram a circulação do serótipo 4 do vírus da língua azul no seu território, uma situação que representa uma séria ameaça para os animais localizados no sul da Europa.
De forma a prevenir este possível cenário, as autoridades veterinárias portuguesas e espanholas, com a aprovação da Comissão Europeia (CE), planearam um conjunto de medidas que visam reduzir o risco de circulação do vírus no sul da Europa.
As medidas preventivas foram fixadas na publicação da ordem ARM/575/2010, que modifica a ordem ARM/3054/2008, na qual foram estabelecidas as medidas específicas de protecção contra a língua azul.
Com o novo documento foi criada a denominada “área de risco menor frente ao serótipo 4”, território no qual, mesmo sem detecção da doença, se dispõe a vacinação preventiva obrigatória contra o vírus nos animais com mais de três meses de idade pertencentes às espécies ovina e bovina.
Em Espanha, as áres consideradas de menor risco incluem Málaga, Cádis e Huelva, assim como Utrera, Osuna, Lebrija, Sanlucar e Marchena, na região de Sevilha.
Em Portugal, conforme o acordado com as autoridades veterinárias lusas, esta área estende-se a Mértola, Alcoutim, Castro Marim, Vila Real de Santo António, Tavira, S. Braz de Alportel, Olhão, Faro e Loulé, formando deste modo uma zona de protecção imunitária no sul da Península Ibérica, num esforço de prevenir uma nova introdução do serótipo 4 nos animais provenientes da zona de Magrebe.
Não obstante, as autoridades veterinárias portuguesas informaram a CE e os Estados-membros que, após um período superior a dois anos sem que o Programa de Vigilância tenha detectado no seu território a circulação do vírus e conforme as condições do Código da Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE), declara-se livre do serótipo 4 do vírus da língua azul o território de Portugal situado fora da “área de risco menor frente ao vírus”.
Fonte: Consuma Seguridad