Fibras extraídas das algas, denominadas de alginatos, ajudam o corpo a reduzir a absorção de gordura até 75%, um índice maior do que a maioria dos tratamentos contra a obesidade, refere um estudo da Newcastle University, no Reino Unido.
Durante o encontro anual da “American Chemical Society”, nos EUA, na apresentação do estudo, foi referido que foi usado um "estômago artificial", aparelho que “imita” as reacções bioquímicas do estômago humano, para testar a eficácia de 60 tipos diferentes de fibras naturais, medindo o quanto cada uma afecta a digestão da gordura.
Os cientistas, liderados por Iain Brownlee, testaram o alginato em pão, recorrendo a voluntários para testaram o seu sabor, e referiram que o gosto do produto não parece ser desagradável.
No entanto, planeiam ainda realizar ensaios clínicos com os voluntários, para testar os efeitos dos alimentos na redução da gordura corporal.
Esta fibra poderá ser adicionada, por exemplo, a pães, bolos e iogurtes.Um outro estudo, mas na área da oncologia, verificou que os extractos de algas marinhas podem ser eficazes no tratamento dos linfomas de células B.
Estudos anteriores já tinham sugerido que o fucoidano, um polissacárido presente nas algas vermelhas, é capaz de matar células cancerosas. No entanto, na nova investigação, liderada por Mohammad Irhimeh, da Universidade de Hashemite, na Jordânia, os cientistas testaram um extracto de fucoidano, já vendido no mercado, nas células de um linfoma, e verificaram que era eficaz ao inibir o crescimento do tumor, sem atacar as células saudáveis.
Alguns tipos de linfoma de células B são especialmente resistentes aos tratamentos convencionais, pelo que é preciso encontrar novas terapêuticas.
Fonte: "American Chemical Society"