09 de Abril de 2026
Test-Drive
Test-drive
Experimente grátis!
Notícias
Newsletter
Notícias
Efeitos da temperatura e da luz no crescimento vegetal
2010-04-15
Qualfood

A exposição à luz era, até agora, o principal factor para conseguir um óptimo crescimento dos vegetais, um dos elementos mais importantes de que depende o crescimento e a sobrevivência de uma planta.

No entanto, uma equipa de investigadores do Instituto Basco de Investigação e Desenvolvimento Agrário, apresenta uma nova teoria, que questiona se a qualidade dos vegetais depende só da exposição à luz natural. E adiantam que, o factor mais determinante no crescimento dos vegetais é a temperatura.

A temperatura é um parâmetro essencial para o crescimento de todos os vegetais. Devido ao calor são activados os sistemas enzimáticos que produzem diferentes reacções metabólicas, com as quais se atinge um desenvolvimento óptimo da planta.

Uma das permissas a ter em linha de conta, é que os vegetais realizam as suas funções básicas dentro de parâmetros de temperatura muito concretos. Fora deles, continuam vivos e até podem realizar as suas funções, mas com uma actividade reduzida, podendo mesmo chegar a ser nula.

O estudo foi realizado com tomate e poderá vir a ser um factor importante para a produção deste vegetal em zonas mais nebulosas da Península.

A possibilidade de iniciar plantações mais produtivas, em zonas onde até agora eram impensáveis, devido à carência de intensidade luminosa, traria muita rentabilidade.

No decorrer do estudo foram avaliados diferentes parâmetros organolépticos, nomeadamente o sabor e a textura do tomate, assim como aspectos nutritivos, como a acidez, o pH, a presença de compostos fenólicos ou de vitamina C, entre outros.

Os tomates foram submetidos a uma radiação fotossintética menor do que aquela que sofrem habitualmente nas zonas mais soalheiras da Península, entre 30 a 50% menos de radiação. Também foram avaliados tomateiros com uma exposição de 100%.

Os resultados obtidos foram muito positivos e indiciam que a qualidade organoléptica e nutritiva nos tomates, de ambos os grupos, é muito parecida, quer nos que foram submetidos a maior radiação quer os expostos a uma quantidade mínima de luz, ambos sujeitos a temperaturas óptimas de crescimento.

A preocupação está agora centrada no gasto de energia que representa o uso de aquecimento, para conseguir uma temperatura óptima, sobretudo nos locais carentes de luz.

Os cientistas trabalham em países como a Holanda, que recorrem à selecção de sementes que necessitam uma menor quantidade de energia, para se desenvolverem de forma adequada.

Segundo o responsável do estudo, é possível a redução de custos com o aquecimento e obter a mesma qualidade de tomates.

No entanto, a produção em qualidade será menor. Desta forma, os agricultores têm a opção de escolher entre a produção e a qualidade.

Para a investigação, os cultivos de tomates foram feitos em solo, em estufas sem aquecimento artificial e com correntes de ar, que podem ajudar a homogeneizar a temperatura dentro da estufa.

Os responsáveis asseguram que esta nova descoberta poderá ser utilizada com distintas variedades de frutas com alto valor nutricional, como melões, melancias e morangos.

O estudo continua, com o objectivo de determinar até quanto se pode diminuir a temperatura, para reduzir o consumo de energia sem afectar os parâmetros de qualidade e nutricionais dos vegetais.

Fonte: Consumaseguridad

» Enviar a amigo

Qualfood - Base de dados de Qualidade e Segurança Alimentar
Copyright © 2003-2026 IDQ - Inovação, Desenvolvimento e Qualidade, Lda.
e-mail: qualfood@idq.pt