A Associação Portuguesa para a defesa dos consumidores (DECO), levou a cabo um estudo, com o qual pretendia avaliar as condições de higiene das rulotes.
Este estudo, no qual foram analisadas 60 amostras de cachorros-quentes e hambúrgueres, revelou que mais de metade continham microrganismos indicadores de falta de higiene.
Os critérios analisados pela DECO, em 30 rulotes a operar nas regiões de Lisboa e Porto, foram: higiene dos produtos, caixote do lixo para clientes, balcão de vendas, estado da chapa do grelhador, equipamento de trabalho, exposição dos alimentos e comportamento dos funcionários.
De uma forma geral, os resultados não foram muito positivos, uma vez que apenas quatro rulotes receberam uma apreciação favorável. Contudo, a associação afirma que a saúde dos consumidores não está em risco.
A principal falha prende-se com a higiene dos manipuladores de alimentos. Apenas em 14 locais os funcionários apresentavam vestuário adequado: farda, touca ou barrete e luvas. E, apesar de existir lavatório, alguns não lavavam as mãos nem os utensílios após manusearem alimentos crus. A maioria também manipulava dinheiro e alimentos sem seguir aquela regra básica.
A DECO detectou ainda algumas falhas a nível do acondicionamento/armazenamento dos produtos alimentares, uma vez que estes nem sempre se encontravam a temperaturas adequadas.
A Associação de defesa dos consumidores revela os aspectos a observar ao comprar numa rulote. Os produtos de limpeza e os alimentos, como pão, molhos e bebidas, devem ser guardados em locais diferentes. A chapa do grelhador tem de se mostrar limpa e sem sinais de corrosão.
Também o balcão deve seguir as melhores regras de higiene. Por sua vez, os alimentos, se forem bem arrumados no frigorífico, evitam contaminações cruzadas. O recipiente do lixo sempre perto da rulote impede a sujidade no local e, de igual modo, as contaminações. Verifique, por fim, se existe lavatório para as mãos e os alimentos.
Fonte: DNCiência