Porque raramente dá sinal enquanto prepara o caminho, nomeadamente para doenças do foro cardíaco e acidentes vasculares cerebrais, o mau colesterol, é por muitos intitulados de inimigo silencioso.
Dois em cada três portugueses têm colesterol elevado – mau colesterol, que adere às artérias e as obstruí.
Os produtos da indústria alimentar com adição de esteróis vegetais podem, segundo estudos científicos recentes, ajudar a combatê-lo, mas, alertam os nutricionistas, de nada valem dissociados de uma dieta saudável.
Os esteróis vegetais, com uma estrutura semelhante à do colesterol, competem com aquele ao nível do intestino e dificultam a sua absorção.
São extractos de plantas e encontram-se naturalmente em alimentos que consumimos diariamente, como vegetais, óleos vegetais, cereais e frutos.
O controlo dos níveis de colesterol, de acordo com os médicos cardiologistas, assenta numa dieta saudável rica em fibra vegetal e pobre em gorduras saturadas e ácidos gordos trans.
Os ácidos gordos trans são produtos manufacturados a partir de óleos vegetais, entre os quais algumas margarinas sólidas à temperatura ambiente e óleos usados para fritar.
No entanto, nem todo o colesterol é mau. Há também o bom colesterol. Uma alimentação saudável, aliada à prática regular de exercício físico, permite reduzir os níveis do primeiro e aumentar os níveis do segundo.
O colesterol é uma substância gorda que circula no sangue ligada a uma proteína. O que resulta desta associação designa-se lipoproteína.
As lipoproteínas são classificadas como altas, baixas ou muito baixas, de acordo com a proporção de gordura e de proteína, que determina a respectiva densidade.
Quanto mais altas forem as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) – o mau colesterol – maior a probabilidade de doença cardiovascular e, pelo contrário, quanto mais altas as lipoproteínas de alta densidade menor será o risco.
Investigadores da Univ. Duke, na Carolina do Norte (EUA), concluíram que mais do que perder peso é importante o exercício para reduzir riscos do colesterol.
O estudo ressalva que, o colesterol transportado por proteínas menores e densas causa bloqueios ao contrário do colesterol transportado por partículas maiores e porosas. Estas são obtidas com o esforço físico.
Fonte: Correio da Manhã