A Comissão Europeia (CE) solicitou um parecer científico à Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), relativo aos possíveis riscos para a saúde pública resultantes da presença de clormequato em uvas.
A solicitação da CE surgiu na sequência de informação fornecida por operadores do sector das uvas de mesa que contêm resíduos do pesticida clormequato.
A aplicação do pesticida clormequato em uvas não é permitida na União Europeia (EU).
Porém, segundo os peritos da EFSA, se a concentração do clormequato em uvas não exceder o limite de 1.06 mg/kg - nível máximo de resíduos de pesticida que não excede a dose de referência aguda (DAR) para nenhum dos grupos de consumidores - não é provável que comporte riscos para a saúde pública, a curto prazo.
Não obstante, os peritos afirmam que as crianças europeias com níveis de consumo de uvas de mesa mais elevados, seriam o grupo mais exposto.
Se as crianças ingerirem uma grande quantidade de uvas que contenham clormequato em níveis superiores a 1.06 mg/kg, de uma só vez, não será possível excluir o risco para a saúde (estimativa baseada no consumo de 13.1 gramas de uvas por kilograma de peso corporal - consumo mais elevado de uvas detectado nos estudos alimentares europeus).
De acordo com a autoridade, os sintomas agudos incluem irritação na boca ou garganta, vómitos, náusea, dores abdominais e dor de cabeça.
Por último, a EFSA salientou que este limite não deve ser tomado como uma recomendação para a alteração do Nível Máximo de Resíduo (LMR), pois é um resultado de uma avaliação de risco para um caso específico e foi realizado apenas para suporte das decisões da UE na gestão de possíveis riscos de saúde.
Fonte: EFSA