Uma revisão do mercado da energia publicada no Institute of Food Technologists (IFT) apela a uma regulamentação mais apertada, com o objectivo de proteger os consumidores, bem como a indústria do mercado irresponsável e das cada vez mais bebidas extremas.
Na publicação no IFT journal intitulada “Comprehensive Reviews of Food Science and Food Safety”, os cientistas da “University of Illinois” procuraram dar uma vista geral detalhada do estado actual do mercado das bebidas energéticas.
Os dados demonstram um rápido crescimento no consumo de bebidas energéticas desde que este conceito surgiu inicialmente nos E.U., em 1997, com a introdução do Red Bull. De quase nada em 1997, as bebidas energéticas chegaram ao ponto que prendem cerca de 62 por cento do mercado funcional das bebidas, e parte deste mercado continua a crescer.
A evolução do mercado alvo deste tipo de produtos, e dos seus ingredientes é acompanhada ao longo deste estudo, que vai alertando sobre a necessidade de uma regulamentação melhorada.
O autor refere ainda que, as empresas deste sector estão a tentar alcançar outros nichos de mercado, de forma a diferenciarem a sua competitividade.
Tais nichos incluem, entre outros, bebidas energéticas exclusivas a mulheres ou a entusiastas de desportos extremos.
Até agora a Food and Drug Administration (FDA), não colocou qualquer restrição à quantidade de cafeína que pode ser adicionada as bebidas energéticas e não existe qualquer requisito especial de rotulagem, como existe na EU.
Autores de estudos recentes referiram existir agora uma necessidade de corrigir esta questão, através da criação de rótulos de advertência e definição de um limite superior de cafeína, semelhante ao que existe nas bebidas de cola.
Esmiuçando estas questões e partilhando as suas razões, estes autores prevêem a saída para o mercado de bebidas cada vez mais cafeinadas e de grande aceitação por parte do consumidor em geral.
Concluem reforçando que, a necessidade para esta acção reguladora está amplificada pela propagação das bebidas energéticas a segmentos mais diversos da população, incluindo crianças.
Fonte: Food Quality News