Foi recentemente apresentado no encontro anual “Experimental Biology”, um estudo da University of Michigan, nos EUA, que revela que o consumo de uvas reduz o risco de doenças cardiovasculares e da síndrome metabólica.
Os investigadores testaram, em ratinhos, o efeito das uvas de mesa correntes quando integradas na dieta alimentar.
As uvas (verdes, vermelhas e pretas) foram misturadas e transformadas em pó e introduzidas na alimentação dos roedores, que consumiam uma ração com muita gordura. Todas as cobaias utilizadas na experiência pertenciam a uma raça propensa a ter excesso de peso.
Com o decorrer da experiência, os cientistas realizaram muitas comparações entre os roedores que consumiam a dieta enriquecida com uvas e os que pertenciam ao grupo de controlo e não receberam nenhum suplemento de uva.
Os cientistas adicionaram calorias e açúcares à dieta do grupo de controlo para equilibrar a quantidade de calorias e de açúcares ingerida em relação aos que receberam a dieta com uvas.
Três meses depois, os ratinhos que receberam a dieta enriquecida com uvas apresentaram níveis de pressão arterial mais baixos, uma melhor função cardíaca e melhores indicadores de redução da inflamação cardíaca quando comparados com os do grupo de controlo.
Os roedores que consumiram uvas também apresentaram níveis de triglicéridos mais baixos e uma melhor tolerância à glicose.
Estes investigadores acreditam que os efeitos se devem, sobretudo, aos fitoquímicos, antioxidantes naturais, presentes em grande quantidade nesta fruta.
Apesar de não existir uma correlação directa entre este estudo e o que os seres humanos deveriam fazer, o membro da equipa Steven Bolling afirma que, é muito importante reiterar que uma dieta com frutas ricas em fitoquímicos, como as uvas, pode beneficiar os seres humanos.
Fonte: Alert