A doença celíaca, uma doença auto-imune caracterizada pela intolerância ao glúten, afecta cerca de 100 a 300 mil portugueses, apesar de apenas 5 a 8 mil estarem diagnosticados.
A presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas, Alexandra Bento, em declarações à agência Lusa, explicou que esta patologia caracterizada “pela intolerância a uma proteína que está presente em quatro alimentos: o trigo, o centeio, a cevada e a aveia. Há vários sintomas da doença celíaca, mas aquele que é mais facilmente perceptível são as diarreias fortes”.
O consumo de glúten, pelas pessoas que sofrem de intolerância a esta proteína, leva ao desaparecimento das vilosidades intestinais, responsáveis pela eficiente absorção dos nutrientes.
Com o desaparecimento das vilosidades intestinais, a mucosa intestinal fica praticamente plana e há dificuldades na absorção dos nutrientes dos alimentos. A grande consequência é o baixo peso e a criança não progride.
Raquel Madureira, da Associação Portuguesa de Celíacos (APC), revelou que esta doença limitativa, que afecta sobretudo a vida social de quem dela padece, deixou de ser uma doença exclusiva de crianças e que, apesar de já ser conhecida há centenas de anos, continuam a aparecer cada vez mais casos.
Toda a vida fora de casa é complicada, férias, jantares, tudo. A vida dentro de casa não é tão complicada porque já há imensos alimentos sem glúten.
No entanto, reforça que, as preocupações continuam, porque continuam a existir muitos alimentos que têm glúten, sendo que essa informação não é referida no rótulo e as pessoas estão sempre em risco constante.
Fonte: Lusa