O aumento significativo de casos humanos de febre Q, nos Países Baixos, levou a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) a emitir um parecer científico relativo a esta zoonose, transmissível aos seres humanos.
O parecer centra-se no impacto da febre Q em animais e humanos, nos diferentes factores de risco envolvidos na ocorrência e transmissão da doença e na eficácia de possíveis medidas de controlo ao nível da União Europeia (UE).
O parecer da EFSA revela que a infecção com Coxiella burnetii, bactéria responsável pela febre Q, está a propagar-se no gado bovino, ovino e caprino na UE.
São diversos os factores que podem afectar o alastrar da infecção entre estes animais mas o impacto global na sua saúde é limitado já que estes raramente desenvolvem a doença.
A análise da EFSA sugere que poderia ser utilizada uma combinação de medidas para controlar a febre Q, a curto e a longo prazo, sendo a vacinação preventiva dos animais a opção mais eficaz a longo prazo.
A informação disponível indica que a febre Q tem também um impacto limitado na saúde pública apesar de poder ser significativo em alguns grupos de risco.
Os seres humanos são geralmente infectados através da transmissão da bactéria por via aérea. Não existe evidência de que as pessoas possam ficar doentes através do consumo de leite ou carne contaminados.
O parecer da EFSA inclui uma série de recomendações, incluindo a harmonização da recolha de dados relativos à febre Q em animais para permitir comparações ao longo do tempo e entre países. A EFSA enfatizou ainda a importância da identificação e notificação rápida de casos de febre Q nos animais, bem como o intercâmbio de informações entre profissionais de saúde veterinária e pública.
Fonte: EFSA