Investigadores do Serviço de investigação Agrícola (ARS), em Dakota do Norte estão a avaliar a capacidade de novas variedades de batata tolerarem o armazenamento a longo prazo.
Cerca de 70% das batatas cultivadas são convertidas em batatas fritas, batatas fritas às rodelas, ou batatas fritas desidratadas em escamas. Manter a qualidade das batatas durante o armazenamento a longo prazo, em alguns casos, até 10 meses, é essencial quer para os produtores como para os processadores de batatas.
O líder da Unidade de Investigação de Beterrabas Açucareiras e Batatas, está a trabalhar com a Associação de Produtores de Batatas e programas públicos de criação de batatas, e as suas avaliações das variedades durante o ano passado, levaram ao desenvolvimento de novas variedades chamadas "Dakota Crisp" e "Dakota Diamond", que mantém uma boa qualidade após nove meses de armazenamento.
A capacidade das batatas de cicatrizar feridas e o controlo da formação de rebentos durante o armazenamento são assuntos chave no manuseamento de batatas armazenadas. As batatas sofrem, algumas vezes, feridas durante a colheita e têm que cicatrizar para prevenir infecções causadas por outros patogénicos.
Os processos internos que controlam esta cicatrização estão a ser estudados por um químico, que identificou os sinais hormonais que estimulam o processo de cicatrização.
Quando as batatas são colhidas, ficam mais débeis e não produzem rebentos. Durante o armazenamento, este estado de vida latente acaba, e o crescimento dos rebentos começa. A produção de rebentos causa imensas alterações bioquímicas, que são prejudiciais para as qualidades nutricionais e de processamento das batatas.
Os rebentos são controlados tipicamente no armazenamento com tratamentos químicos que inibem o seu crescimento.
O objectivo a longo prazo deste programa é descobrir maneiras mais económicas e sem produtos químicos de resolver o problema, identificando as causas genéticas do rebento, que ocorrem muito cedo durante o armazenamento.Os investigadores identificaram mecanismos internos que estimulam a produção de rebentos, e agora estão a isolar os genes responsáveis por estes sinais.
Fonte: ARS