A Autoridade para a Segurança Alimentar (EFSA) anunciou o atraso na entrega do parecer do bisfenol A (BPA), porque necessite de mais tempo para rever o vasto número de pesquisas sobre este produto químico.
A opinião do painel irá ser apresentada à Comissão Europeia (CE), durante o mês de Julho em vez do programado anteriormente - final deste mês. Um vez entregue o parecer, ficará pendente da CE a decisão da proibição ou não deste produto químico.
Este mês adicional dará ao painel tempo extra para analisar centenas de estudos e rever e analisar as mais recentes investigações científicas.
Os membros do painel recolhiam dois dias por mês e de vez em quando reunião, no entanto rapidamente perceberam que seria necessário mais tempo para avaliar e discutir o enorme volume de material de pesquisa.
A EFSA confirmou que a sua opinião actualizada irá incluir uma a avaliação do estudo Stump do potencial efeito do BPA no desenvolvimento neurológico. Assim como, uma revisão do material fornecido pela Dinamarca que suporta a sua proibição no uso da substância em materiais em contacto com alimentos infantis – que foi introduzida em Março.
O executivo da agência Britânica da FSA, disse na reunião mais recente do grupo que, se a EFSA concluiu que a base científica para a acção dinamarquesa tinha fundamento, teria que impor uma proibição na Europa para o BPA. Se decidiu não era apropriado, os dinamarqueses seriam obrigados a permitir, uma vez mais, o uso do produto químico.
O BPA é usado sobretudo em biberões de bebés com policarbonato, chupetas, copo com tetina para crianças e no interior das latas de comida e bebidas. Consumidores, políticos e mesmo cientistas mostram alguma ansiedade sobre o uso contínuo deste produto nas embalagens e solicitaram à EFSA e à FDA que reexaminassem as suas posições quanto aos riscos para a saúde, resultantes da exposição a este produto.
No entanto, um grupo crescente de investigadores interessados nesta matéria levantou questões preocupantes como a interrupção das funções da glândula endócrina, que pode causar problemas graves de saúde, nomeadamente diabetes, aumento do risco de ataque cardíaco e mudanças ao nível hormonal nos homens.
Em Março, a EFSA realizou uma conferência com peritos dos Estados Membros para discutir a sua opinião "draft", e para serem obtidos comentários e submissões de todas as novas evidências.
Os participaram forçaram que toda a informação cientifica precisava de ser analisada criteriosamente, para determinar a sua relevância na avaliação da segurança do BPA na saúde humana.
Fonte: Food Quality News