A pectina extraída de kiwis poderá aumentar os níveis de bactérias benéficas no intestino, e também poderá ser usada para micro-encapsular probióticos para a saúde e bem-estar do organismo, sugere uma nova pesquisa.
Segundo os resultados publicados no Journal of Functional Foods, cientistas do Institute for Plant & Food Research , na Nova Zelândia, a pectina dos kiwis apresenta uma potencial actividade prebiótico superior a inulina, o estandarte no mundo dos prebióticos.
Um crescente grupo de cientistas está a relatar os potenciais benefícios para a saúde da pectina, incluindo o potencial efeito prebiótico, o seu teor de fibras e os potenciais benefícios cardiovasculares por reduzir o colesterol LDL.
Como a saúde e bem-estar permeia em todas as áreas da indústria alimentar, os órgãos reguladores estão cada vez mais exigentes nos seus pedidos relativos aos ingredientes intitulados "bom para si”, assim os produtores de pectina permaneceram reticentes quanto ao caminho a percorrer para um pedido de uma alegação de saúde.
Extracto de pectina (E440), com produção mundial estimada em 35 mil toneladas por ano, é actualmente amplamente utilizado como agente gelificante em compotas, doces, recheios e confeitaria, e como estabilizador em iogurtes e bebidas lácteas.
O novo estudo apoia o potencial prebiótico do ingrediente. Liderados por Shanthi Parkar, os investigadores analisaram os potenciais benefícios no intestino, de seis pectinas diferentes extraídas da deliciosa Actinidia 'Hayward'.
Usando células intestinais Caco-2, os pesquisadores relataram que a pectina dos kiwis obtidos por resolubilização com monopotássio de fosfato designada de pectina Monok tem apresentou melhor desempenho, tendo sido por isso escolhido para comparação com a pectina cítrica, goma guar e inulina.
Os dados mostraram que a pectina Monok foi "superior a inulina" por impulsionar a adesão de Lactobacillus rhamnosus e reduzir a aderência da bactéria indesejáveis como a Salmonella typhimurium . Por outro lado, apenas a inulina e pectina cítrica aumentou a adesão de Bifidobacterium bifidum.
Os investigadores também observam que a fibra resultante da fibra do kiwi pode ser usada como material de microencapsulação, ou agir como "embalagens bioactivas para entregar bactérias probióticas.
Também poderá ser utilizada em embalagens comestíveis que podem ser adaptados para fornecer bioactivos como fitonutrientes, vitaminas ou mesmo produtos farmacêuticos directamente para o intestino", concluíram.
Fonte: Foodnavigator