A importância da radiação solar na degradação de microcistina e cilindrospermopsina, compostos produzidos naturalmente por cianobactérias, presentes em reservatórios de água, está a ser avaliada por uma equipe de investigadores da Universidade Autónoma de Madrid (UAM).
Os investigadores explicam que a microcistina e a cilindrospermopsina são toxinas extremamente nocivas para a saúde humana e prejudiciais para o ambiente.
As cianobactérias são muito comuns em lagos e reservatórios de água, em parte graças à progressiva eutrofização das águas. Este trabalho, publicado na revista Environmental Science and Technology, centra-se na degradação destes compostos pelo efeito da luz (fotodegradação).
Os investigadores realizaram ensaios num reservatório de água, no qual as toxinas foram expostas aos efeitos da radiação solar.
Para uma melhor compreensão dos processos de degradação, foram estudados separadamente o efeito da radiação ultravioleta e da luz visível, o que permitiu avaliar em que medida a radiação penetra na coluna de água e degrada os referidos compostos.
Os resultados demostraram que a fotodegradação pode ser eficaz no caso da microcistina em sistemas pouco profundos, para reduzir rapidamente a quantidade de toxinas na água. Contudo, essa degradação não ocorreu no caso da cilindrospermopsina. Isso indica uma falta de degradação efectiva deste composto em sistemas naturais, o que permite a acumulação de cilindrospermopsina durante longos períodos de tempo.
Os investigadores alertam que a persistência da cilindrospermopsina pode representar um risco para a água potável, dada a toxicidade consideráveis deste composto.
Fonte: Consuma Seguridad