Os consumidores que estão mais conscientes para questões relacionadas com a saúde sabem que o azeite é uma boa escolha para preparação dos alimentos.
Um grupo de investigadores descobriu que os compostos fenólicos presentes no azeite realmente modificam alguns genes envolvidos na resposta inflamatória.
Os investigadores já sabiam como resultado de outros estudos, que o consumo de azeite virgem que contém elevados níveis de compostos fenólicos, reduzem os biomarcadores associados à inflamação, oxidantes e os coágulos sanguíneos, em comparação com o consumo de azeite com baixos níveis de compostos fenólicos. Mas pretendiam saber se os efeitos benéficos do azeite podem resultar da actividade dos genes.
Durante o estudo, foram fornecidos a 20 voluntários - que tiveram síndrome metabólico - duas refeições à base de azeite virgem. Os voluntários consumiram uma das dietas durante a primeira fase do estudo, e em seguida passaram por um período de "limpeza" de seis semanas antes de consumir outra dieta durante a segunda fase do estudo. O síndrome metabólico é caracterizado por uma combinação de obesidade abdominal, níveis elevados de triglicerídeos no sangue, hipertensão e descontrolo dos níveis de açúcar no sangue. Esses factores aumentam o risco de doenças cardíacas e diabetes.
Uma das refeições experimentais incluía azeite virgem com elevados níveis de compostos fenólicos (398 partes por milhão) e a outra incluía azeite com baixos níveis de compostos fenólicos (70 partes por milhão).
Todos os voluntários consumiram a mesma dieta básica, que continha baixos níveis de gorduras e elevados níveis de hidratos de carbono, durante as duas fases do estudo.
Os investigadores monitorizaram a expressão de mais de 15.000 genes humanos nas células sanguíneas, durante o período imediatamente após a refeição.
Os resultados indicaram que a acção de 79 dos genes é reduzida e a acção de 19 dos genes é aumentada pelo azeite que contém elevados níveis de compostos fenólicos.
Estudos indicam uma ligação entre muitos desses genes e obesidade, elevados níveis de gordura no sangue, diabetes tipo 2 e doenças cardíacas. E ainda mais importante, alguns genes cuja acção ficou diminuída são conhecidos como promotores da inflamação, assim sendo os genes podem ter um papel na supressão da inflamação que ocorre frequentemente em pessoas com síndroma metabólico.
Os investigadores concluíram que os resultados ajudam a explicar, a nível molecular, a redução do risco de doença cardíaca entre pessoas que vivem em países mediterrânicos, onde o azeite é a principal fonte de gorduras na dieta.
Fonte: USDA