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Regras europeias para a protecção dos frangos de carne são insuficientes
2010-07-06
Qualfood

Os Estados-membros tiveram que transpor para a ordem jurídica interna, até 30 de Junho de 2010, as disposições legislativas, regulamentares e administrativas necessárias para dar cumprimento à Directiva 2007/43/CE, relativa ao estabelecimento de regras mínimas para a protecção dos frangos de carne.

Embora seja necessário lembrar os avicultores das suas novas obrigações, o Eurogroup for Animals acredita que estas novas regras fazer pouco para melhorar o bem-estar de mais de 5 bilhões de frangos de carne ou de aves criadas em sistemas intensivos de produção na União Europeia (UE) todos os anos.

As referidas regras foram aprovadas em 2007 pelos ministros da agricultura da UE. Contudo, para o Eurogroup for Animals, os ministros não tiveram em linha de conta as necessidades de bem-estar dos frangos, apesar das adequadas recomendações fornecidos pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA).

Os padrões de produção da indústria de frango da Europa levam os animais ao extremo. Criados em gaiolas sem espaço adequado, seleccionados geneticamente para crescer mais rápido e produzir mais carne, resultando em pernas que são demasiado fracas para suportar o próprio peso e abatidos antes de completar 40 dias de vida, esta é a realidade da produção de carne de frango, não existindo qualquer respeito pelos animais envolvidos.

Os consumidores estão cada vez mais conscientes das condições a que as aves são expostas e a procura de aves de capoeira criadas segundo as condições de bem-estar animal tem aumentado de ano para ano.

Segundo Sonja Van Tichelen, directora do Eurogroup for Animals, "a presente directiva não protege os frangos de carne".

Van Tichelen salienta ainda que "é uma farsa e mantém apenas o que os produtores já aplicam. Por exemplo, o espaço exigido por animal não é maior do que uma única folha de papel A4 e sabemos que em países fora da UE, é atribuído muito mais espaço por animal".

"Esta legislação não tem sequer em conta a principal preocupação com a criação de frangos, que é a selecção genética dos animais, que permite aos produtores produzir e reproduzir animais que sofrem desde o nascimento até ao matadouro", acrescentou.

"Até que sejam impostas mais normas apenas o consumidor pode agir através do poder da sua carteira, escolhendo pagar mais, não só para garantir a protecção das aves, mas também para consumir carne de melhor qualidade", concluiu.

Fonte: Eurogroup for Animals

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