Não existem diferenças significativas na qualidade dos ovos produzidos por aves criadas em explorações e produzidos por aves criadas segundo métodos biológicos, revelam os resultados de um estudo desenvolvido pelos investigadores do Serviço de Investigação Agrária (ARS), dos Estados Unidos da América (EUA).
Segundo o Serviço de Investigação Económica do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), aproximadamente 6,6 milhões de ovos são produzidos todos os anos nos EUA.
O grupo de investigadores descobriu que as diferenças mais significativas ocorrem ao nível das dimensões dos ovos brancos e amarelos. Os ovos amarelos revelaram-se mais pesados enquanto os ovos brancos revelaram maior percentagem de sólidos totais e de gordura bruta. Porém, nenhum destes factores confere diferenças significativas a nível da qualidade dos ovos.
A qualidade dos ovos é medida em unidades Haugh. Em 1937, Raymond Haugh desenvolveu as unidades Haugh, através de uma correlação entre o peso do ovo e a altura da clara na parte mais grossa. A unidade Haugh tornou-se a medida mais utilizada para avaliar a qualidade e é considerada o "padrão de ouro" para determinar a qualidade interna dos ovos.
O grupo de investigadores realizou uma avaliação de vários tipos de ovos (tal como ovos pasteurizados, melhorados nutricionalmente e ovos férteis) e diferentes sistemas de produção (produção tradicional com galinhas criadas em liberdade e produção intensiva com galinhas em cativeiro). O objectivo era avaliar as diferenças na qualidade física e na composição dos ovos.
Normalmente, as embalagens de ovos contém informações sobre as práticas de produção, a dieta das aves, enriquecimento nutricional dos ovos (ómega-3) e se os ovos são biológicos ou férteis. Os preços dos diferentes tipos de ovos variam entre os mercados.
Os resultados deste estudo foram recentemente publicados na revista Poultry Science.
Fonte: USDA