O consumo de água causa efeitos fisiológicos como o aumento da actividade do sistema nervoso simpático, responsável por algumas funções do corpo humano, entre as quais a regulação do gasto de energia e o estado de alerta, revela um estudo da Vanderbilt University, em Nashville, EUA, publicado na revista Hypertension.
Há alguns anos, o professor David Robertson, da Vanderbilt University, comprovou a capacidade da água de aumentar a pressão sanguínea, utilizando pacientes com problemas nos reflexos coordenados pelos barorreceptores − responsáveis por manter a pressão sanguínea nos níveis normais. Apesar de não conduzir a um aumento significativo da tensão arterial, os investigadores descobriram que a água aumenta a actividade do sistema nervoso simpático, dado que contrai os vasos sanguíneos (o que evita a acumulação de sangue nas extremidades).
Segundo um estudo solicitado pela Cruz Vermelha norte-americana, com base nas descobertas de Robertson, o consumo de água reduz em 20% os desmaios de dadores de sangue. A quantidade de água bebida pelos voluntários no estudo foi de apenas 473 ml, pouco mais do que uma lata de refrigerante.
Julia McHugh, também da Vanderbilt University, procurou desvendar onde e como a água actuava no corpo. Após administrar água (sem quaisquer aditivos) directamente no estômago e no duodeno dos animais, descobriu que o líquido aumentava a pressão sanguínea. Testou também um volume similar de solução salina para efeitos de comparação, tendo verificado que ela não causava os mesmos resultados.
David Robertson revela ainda num outro ponto positivo do consumo de água: a perda de peso. “Calculei que se pode perder até 2,3 kg por ano se se consumir três copos de 473 ml de água por dia”, disse, acrescentando que o “interessante (neste processo) é que a activação do sistema simpático é suficiente para que isso aconteça”.
Fonte: ALERT