Uma investigação que tinha como principal objectivo determinar a influência do método de embalamento na qualidade sensorial e na vida útil de alimentos pré-cozinhados, foi recentemente levada a cabo pelo Grupo de Investigação em Tecnologia Alimentar da Universidade de Múrcia, em Espanha.
O género alimentício utilizado neste estudo foi carne de porco com molho de vegetais embalada a vácuo e embalada com atmosfera modificada de azoto e dióxido de carbono. As amostras em estudo foram conservadas em câmaras de frio sem iluminação a 2 ºC durante um período de 90 dias.
Decorrido o tempo de armazenamento, as amostras foram submetidas a análises microbiológicas, físico-químicas e sensoriais. Os resultados das análises demonstraram que o método de embalamento apenas influencia a qualidade sensorial e a capacidade de conservação da carne. Foram unicamente observadas pequenas diferenças em alguns indicadores de deterioração, tais como bactérias ácido-lácticas, bactérias psicrófilas, produção de ranço e variação de pH.
Ambos os métodos de embalamento garantiram um tempo de vida útil adequado para sistemas de catering, estimado em 56 dias a 2 °C. A adesão da embalagem à superfície dos géneros alimentícios favoreceu a penetração do calor, atingindo a temperatura de pasteurização na metade do tempo.
Fonte: SINC