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Publicidade de alimentos para crianças deve ser controlada pelos governos
2010-08-06
Qualfood

Devem ser definidas medidas pelos governos e não pela indústria, para restringir a publicidade de alimentos não saudáveis para crianças, defende o autor de um estudo financiado pela União Europeia (UE).

De acordo com Tim Lobstein, director de políticas da Associação Internacional de Estudo da Obesidade, tem havido progressos significativos nos últimos seis anos no combate à comercialização de alimentos não saudáveis para crianças, mas o caos reside nos pormenores.

A conclusão foi extraída de um estudo, realizado como o apoio da Comissão Europeia (CE), de forma a reunir provas para apoiar as decisões relativas à comercialização de alimentos para crianças.

Lobstein apresentou os resultados do seu estudo no Congresso Internacional sobre Obesidade, realizado recentemente na Suécia.

A anarquia e o caos

Um número crescente de países estão a tentar resolver este problema, criando regulamentos que abordam a publicidade na televisão durante a programação infantil ou a utilização de personalidades conhecidas ou personagens de ficção para a promoção de produtos durante o horário televisivo. Existe um verdadeiro progresso, mas os desafios são numerosos, salientou Lobstein.

A maioria dos países ainda não filtra a publicidade alimentar dirigida às crianças pelo teor de calorias e qualidade nutricional dos géneros alimentícios.

A investigação demonstrou que neste momento há uma certa anarquia nesta área e concluiu que os termos devem ser estabelecidos pelo governo, e não devem ficar ao livre arbítrio da indústria, porque, embora pareçam estar dispostos a definir regras, existem algumas contradições.

Esforços positivos, mas insuficientes

A questão da publicidade a alimentos para crianças já está em discussão há alguns anos, à luz da crescente incidência de obesidade infantil. Em 2005, o Comissário Europeu responsável pela área da saúde, Markos Kyprianou, advertiu a indústria alimentar da necessidade de restringir a publicidade dos alimentos para crianças que são ricos em gordura, açúcar e sal.

Em Dezembro de 2007, foi firmado um acordo entre a UE e 11 grandes produtores de alimentos e bebidas para parar com a publicidade destes alimentos na televisão, na internet e na versão impressa para menores de 12 anos até ao final de 2008. No entanto, Lobstein afirma que o impacto das medidas de carácter voluntário é "insuficiente".

Segundo o autor do estudo, apesar de tentarem demonstrar que estão a cumprir as promessas, os produtores de géneros alimentícios não se regem todos pelos mesmos critérios.

É necessário um sistema que suporte, em vez de dificultar, os esforços dos pais para prevenir a obesidade das crianças, denota o investigador.

Fonte: FoodNavigator

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