Portugal consome o dobro do sal que é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), uma situação que a Sociedade Portuguesa de Hipertensão acredita que será alterada com a nova lei do pão.
No dia 12 de Agosto entra em vigor a lei que estabelece como limite máximo uma quantidade de 1,4 gramas de sal por 100 gramas de pão.
De acordo com a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH), cada português consome em média 12 gramas de sal por dia, quando a OMS recomenda um máximo de seis.
Para José Alberto Silva, presidente da SPH, a nova legislação “é a melhor lei em termos de saúde pública que já foi publicada”: “Vai fazer com que de forma normal as pessoas vão consumindo menos sal”.
Além do teor máximo de sal no pão, a lei obriga a que os rótulos das embalagens de alimentos pré-embalados devam “proporcionar uma informação objetiva e simples que inclua dados sobre a quantidade relativa e absoluta de sal na embalagem, por percentagem do produto e por porção/dose”.
“Pensamos que estas medidas vão levar a uma redução progressiva de sal na alimentação e beneficiar a baixa da causa de morte número um em Portugal, que é o acidente vascular cerebral (AVC)”, comentou José Alberto Silva.
O especialista citou o exemplo da Finlândia, que com uma diminuição diária de dois ou três gramas de sal conseguiu reduzir em 67 % o número de AVC.
Além disso, um estudo realizado no ano passado pela Sociedade Portuguesa de Hipertensão mostra que se cada pessoa diminuísse dois gramas de sal ingerida diariamente a taxa de AVC cairia em cinco anos entre 30 a 40%.
José Alberto Silva prevê que, provavelmente iremos deixar de ser o único país da Europa Ocidental em que se morre mais de AVC do que de outra coisa qualquer.Fonte: Diário Digital